Quarta-feira, 11 de Março de 2026

“O ser humano é ser humano, e isso vai continuar”: Diretor de Tecnologia da CNA+ fala sobre o futuro da educação com IA

Durante o TI Inside Innovation Forum, realizado na última quinta-feira de agosto (28), Renato Cagno, diretor de tecnologia da CNA+ comentou os avanços da IA para a transformação de negócios voltados à educação.

O executivo descreveu o CNA+ como um ‘hub de educação complementar’. O grupo nasceu da junção da conhecida escola de idiomas CNA com a Crtl+Play, franquia de ensino de tecnologia. Para ele, esse novo posicionamento de marca estampa os efeitos do avanço da tecnologia no dia a dia. “As pessoas, como poucas vezes, vão ter que reaprender a forma de trabalhar; e o CNA se coloca como uma empresa que quer ajudar a catalisar esse movimento”, afirma.

E como fica o trabalho agora?

Renato acredita que “quando a gente fala infraestrutura digital para a inovação dos negócios, a palavra mais importante é ‘negócios’. A tecnologia tem que servir ao negócio”.

O diretor de tecnologia diz que se trata de um comportamento disseminado pelo mercado. “Tudo que temos visto da indústria da tecnologia está orientado por isso; primeiro, esse propósito de ajudar nessa adaptação gigantesca que vamos ter que passar; e como a gente organiza estruturas para que isso aconteça”. Renato destacou que existem squads internos para vendas, manutenção e aprendizado do aluno.

“Algo que é muito importante para a gente é a lucratividade do franqueado. Precisamos conectar também todos os processos deles a uma plataforma-código, que tenta centralizar um pouco a governança de dados, e descentralizar a operação toda. Esse é o principal desenho que fazemos lá”, indica o executivo.

Veja também: Executivas do Bradesco falam sobre como acelerar a inovação com IA e a importância da infraestrutura na estratégia digital

O futuro dos hábitos já atuais

O diretor comenta que a unidade presencial ainda é o ponto chave do negócio. Mas que, em breve, inovações digitais chegarão ao ensino das franquias. “A IA vai trazer a oportunidade da gente personalizar mais o aprendizado, criar jornadas mais engajadoras, tirar um pouco do fardo de processos manuais de correção e de preparação de aula; mas, enfim, a essência do processo de aprendizagem ainda vai contar muito com a troca [presencial]”.

Renato avalia receoso todo o avanço de inteligências artificiais e a comoditização que elas permitem. “Tudo vai ser meio igual, tudo vai ser meio pastel”, avalia e complementa: “o ser humano é ser humano, e isso vai continuar”.

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