Vero amplia receitas no segundo tri com impulso de diversificação
A Vero divulgou nesta quarta-feira, 13, seu balanço financeiro do segundo trimestre de 2025 indicando uma receita líquida de R$ 436 milhões, em crescimento de 5,8% impulsionado pela agregação de serviços móveis e digitais na base de assinantes.
Em conversa com TELETIME, o CFO da Vero, Marcus Albernaz, revelou que 16% da base de banda larga da companhia já possui produtos com convergência entre fibra e móvel, seguindo o lançamento de operadora móvel virtual há um ano. São 222 mil assinantes na operação.
Já os serviços digitais premium estão presentes em 25% da base, percentual que sobe para 40% se consideradas as novas vendas, aponta Albernaz. A agregação de serviços permitiu que a Vero alcançasse receita média por usuário (ARPU) de R$ 113,8 no segundo trimestre, a maior já registrada pela companhia. Na rota de diversificação da operadora também estão segmentos de seguros, assistência e descontos em contas de luz.
A estratégia ajuda a explicar o crescimento de receita em trimestre de queda na base de assinantes da banda larga: a Vero encerrou o segundo tri com 1,38 milhão de clientes do serviço, saldo negativo de cerca de 5 mil acessos, segundo dados da Anatel. Considerando demais produtos, a base ficou estável em 1,4 milhão. “O resultado [na banda larga] está menos relacionado ao churn e mais com nossa busca por clientes rentáveis”, afirmou o CFO da empresa.
Lucratividade
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado da Vero somou R$ 241 milhões no segundo trimestre, crescimento de 20% em um ano. A margem Ebitda bateu 55,4%, também considerada um recorde na companhia.
Já o lucro líquido da Vero ficou em R$ 3 milhões, redução de 88% na comparação com o primeiro trimestre de 2024. No semestre, por sua vez, a empresa acumula lucro de R$ 45,1 milhões (+153%), impulsionado pelo pagamento antecipado de dívidas e incorporação societária no primeiro trimestre.
Debêntures
Já neste terceiro trimestre, a Vero anunciou uma emissão de debêntures incentivadas que teve anúncio de início publicado nesta última terça-feira, 12. O montante distribuído será de R$ 300 milhões, após demanda acima dos R$ 250 milhões mínimos previstos na operação.
Segundo Marcus Albernaz, a empresa não precisava captar os recursos neste momento, mas optou por fazer a operação dada à possibilidade de mudanças fiscais na tributação das debêntures incentivadas a partir do ano que vem.
Voltando ao segundo trimestre, a Vero realizou em junho uma captação de recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no valor de R$ 40 milhões, com objetivo de restaurar redes no Rio Grande do Sul.
Albernaz destacou que esta foi a primeira operação do gênero na companhia. “É algo que faz todo o sentido, dado o perfil do nosso negócio”. A Vero encerrou o segundo trimestre com uma alavancagem de de 3,1x, considerando o múltiplo da dívida líquida sobre o Ebitda.
B2B
O segmento B2B também teve papel estratégico nos resultados do segundo trimestre e já representa cerca de 14% do faturamento da companhia. Ao longo do período, a Vero passou por uma revisão estratégica na divisão empresarial, com a reorganização do negócio e investimentos direcionados para ampliar a oferta de soluções corporativas.
A companhia aposta em se consolidar como um “hub digital”, com um portfólio que vai além da conectividade, passando por produtos como software e hardware como serviço, notou Albernaz. Segundo o executivo, há um grande mercado empresarial carente de soluções corporativas nas 450 cidades atendidas pela Vero.
