Grupo TIM amplia receitas e espera aceleração no segundo semestre
O Grupo TIM (antiga Telecom Italia), dono da TIM Brasil, ampliou as receitas no primeiro semestre deste ano e indicou que deve obter resultados ainda mais fortes na segunda metade de 2025, de acordo com balanço financeiro divulgado nesta terça-feira, 5.
A companhia faturou 6,6 bilhões de euros no primeiro semestre, alta de 2,7% na comparação com o mesmo período do ano passado (a empresa não divulgou dados trimestrais). O faturamento cresceu tanto na Itália (+1,6%) quanto no Brasil (+4,8%).
Inclusive, vale destacar que a TIM Brasil gerou pouco mais de 2 bilhões de euros em receitas e respondeu por 31,3% do faturamento geral do primeiro semestre.
No grupo, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) teve alta de 5,5%, somando 2 bilhões de euros entre janeiro e junho – mais uma vez, em termos percentuais, a operação brasileira (+6,5%) superou a italiana (+4,6%).
O capex (líquido de licenças de telecomunicações) da primeira metade de 2025 totalizou 834 milhões de euros. O indicador aponta queda anual de 1,5%, com uma redução mais forte no Brasil (-2,6%) do que no mercado italiano (-0,8%).
“O segundo trimestre do ano confirma a trajetória de crescimento do Grupo, com aumento de receitas e margens em linha com o esperado, graças ao bom desempenho dos negócios tanto no mercado interno quanto no brasileiro”, afirma a companhia, em trecho do informe financeiro.
“Com base nos resultados do primeiro semestre do ano e nas ações já tomadas, a TIM espera uma aceleração significativa do crescimento no segundo semestre de 2025”, acrescentou.
Dívida e prejuízo
O Grupo TIM ainda indicou que a dívida financeira líquida ajustada após aluguéis permaneceu estável ao fim de junho na comparação com o primeiro semestre do ano passado, ficando em 7,49 bilhões de euros. Contudo, houve um incremento de 232 milhões de euros ante dezembro de 2024 (7,26 bilhões de euros).
“Esse aumento se deve principalmente ao desempenho operacional e financeiro do Grupo e ao pagamento de dividendos pela unidade de negócios do Brasil”, justificou o controlador.
No que diz respeito ao resultado líquido, a empresa registrou prejuízo de 132 milhões de euros entre janeiro e junho. Apesar de negativo, o resultado é consideravelmente menor do que o prejuízo da primeira metade de 2024 (646 milhões de euros).
Vale destacar que, diferentemente dos demais indicadores, o dado somente foi apresentado descontando os efeitos da Sparkle, unidade de atacado em processo de venda ao governo italiano.
