TIM quer novos parceiros em serviços financeiros e torres
A TIM Brasil segue apostando na diversificação de receitas com foco no mercado corporativo e pretende, ainda, atualiza sua lista de parceiros em áreas fundamentais para a companhia. Durante a conferência de resultados do segundo trimestre de 2025, realizada na manhã deta quinta, 31 de julho, o CEO da companhia, Alberto Griselli, destacou o avanço da estratégia da operadora em Internet das Coisas (IoT) voltada ao segmento B2B, com crescimento expressivo em verticais como agronegócio, utilities e logística.
“Nossa estratégia de IoT B2B está com bom desempenho. Vimos um crescimento substancial em receitas contratadas, especialmente em agronegócio, utilities e logística”, afirmou Griselli. No setor logístico, a empresa diz consolidar sua posição, mesmo com o aumento do interesse da concorrência.
A TIM também destacou a cobertura de cerca de 7 mil quilômetros de rodovias com conectividade, sendo quase metade desse total em parceria com grandes concessionárias do setor, “como a Way e a Eco Rodovias”.
Além da conectividade, a operadora tem agregado novos serviços ao portfólio B2B. “Estamos começando a subir na cadeia de valor, adicionando soluções para nossa conectividade, videomonitoramento, iluminação de ruas, agora fazem parte do nosso portfólio”, disse o CEO, reforçando o objetivo de oferecer soluções integradas.
Bancos e torres
Outro destaque da conferência foi a expectativa de ampliar a atuação da companhia no setor financeiro, com o lançamento de novas parcerias após o encerramento da aliança com o C6 Bank. “A TIM irá focar em executar iniciativas estratégicas para alcançar suas metas. As principais áreas incluem, primeiro, desenvolvimento de novas parcerias com foco especial em serviços financeiros. Esperamos anunciar novas iniciativas nos próximos meses, preenchendo o espaço deixado pelo Banco C6 e expandindo nossa presença no setor financeiro.”
Sobre o portfólio de serviços fixos, Griselli afirmou que ainda não há atualizações sobre possíveis aquisições, mas que a empresa está atenta a oportunidades equilibradas. “Com relação aos negócios fixos, em termos de progresso inorgânico, não há notícias para compartilhar por enquanto”, disse. No entanto, ressaltou que há avanços no crescimento orgânico da base: “Estamos ajustando nossas operações, então você vai ver que basicamente estamos aumentando a nossa base de clientes, fazendo pequenos ajustes e progressos aí.”
A TIM afirma que manterá sua abordagem de explorar alternativas no segmento fixo, sem abrir mão da seletividade. “Passamos de um extremo muito ativo em que a gente podia perder a nossa opcionalidade estratégica e no outro extremo, grandes acordos que são, por definição, já mais complexos. E aqui no meio do caminho, algumas oportunidades mais balanceadas que é onde estamos focando.”
O executivo também comentou, sem no entanto detalhar, que a TIM pretende mudar de fornecedores no segmento de torres. Segundo ele, a empresa quer “garantir a implementação de uma nova abordagem para os leases, com: renegociação, preços reduzidos, mudança da empresa de torres, infraestrutura de compartilhamento e construção”.
Atualmente, a TIM tem como parceiros em infraestrutura passiva praticamente todas as torreiras do mercado nacional. Possui contratos com American Tower, SBA, IHS, Highline, QMC, Winity. Griselli não deu pistas, porém, de qual seria o novo fornecedor, nem quanto da infraestrutura este deverá atender, manter ou fornecer. Vale lembrar que a operadora tem acordo de RAN Sharing com a Vivo, de âmbito nacional, atualmente em análise no Cade.
