TIM: lucro cresce 25% no segundo tri e base pós-paga supera pré-paga
A TIM obteve lucro líquido normalizado de quase R$ 1 bilhão no segundo trimestre deste ano, período em que a base pós-paga de clientes superou a pré-paga e a receita do serviço móvel bateu R$ 6 bilhões. As informações constam no balanço financeiro da operadora, divulgado na noite desta quarta-feira, 30.
Conforme o documento, a tele auferiu lucro de R$ 976 milhões no intervalo de abril a junho, alta de 25% na comparação com o mesmo período do ano passado.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) normalizado cresceu 6,3%, totalizando R$ 3,35 bilhões. A margem Ebitda normalizada subiu 0,8 ponto percentual ante a registrada há um ano, alcançando 50,8%, um “recorde de melhor resultado para um segundo trimestre de ano”, destacou a operadora, citando uma combinação de evolução da receita móvel e gestão de custos.
Confira, a seguir, os principais números da TIM no segundo trimestre (comparados ao mesmo período do ano anterior).
Lucro líquido normalizado: R$ 976 milhões (+25%);
Receita líquida: R$ 6,6 bilhões (+4,7%);
Serviço móvel: R$ 6 bilhões (+5,6%);
Serviço fixo: R$ 328 milhões (-2,8%);
Ebitda normalizado: R$ 3,35 bilhões (+6,3%);
Capex: R$ 882 milhões (-4,6%).
Receitas
A receita líquida teve alta de 4,7% na comparação com o segundo trimestre do ano passado, alcançando R$ 6,6 bilhões. O faturamento foi impulsionado pelo serviço móvel, que gerou pouco mais de R$ 6 bilhões em receitas (+5,6%), apoiado na evolução do pós-pago.
Vale destacar que a TIM encerrou junho com 62,1 milhões de clientes móveis. Separando as modalidades, a pós-paga representou, ao fim do segundo trimestre 50,6% da base de usuários (31,5 milhões), ultrapassando em quantidade de usuários a carteira pré-paga (30,6 milhões).
Segundo o balanço, a receita do pós-pago avançou 10,7% no segundo trimestre, ante ao mesmo período de 2024, com a receita média por usuário (ARPU, na sigla em inglês) chegando a R$ 44,3 (+1%) – excluindo M2M, o ARPU sobe para R$ 55,3 (+3,6%).
A TIM atribuiu o resultado ao reajuste anual de preços, migração de clientes para planos de maior valor e manutenção dos baixos níveis de churn (taxa de evasão de clientes), que ficou em 0,8% no pós-pago (sem considerar M2M).
O pré-pago, por sua vez, teve queda de 10,6% na receita, com o ARPU ficando em R$ 14,3 (-4%), em função de “uma menor frequência de recargas e por uma migração constante de clientes” para a modalidade pós-paga.
O serviço fixo da TIM teve queda de 2,8% no segundo trimestre, gerando R$ 328 milhões em receitas. O produto TIM Ultrafibra, serviço de banda larga fixa, caiu ainda mais (-3,6%), somando R$ 226 milhões. Com isso, o ARPU de fibra ficou em R$ 95,6, valor 3% menor do que há um ano.
Por outro lado, a empresa registrou adições líquidas de 9,2 mil assinantes, fechando junho com uma base de 799 mil clientes.
“A banda larga segue afetada por um mercado competitivo e fragmentado, com intensa disputa de preços e grande quantidade de players regionais. A empresa mantém o foco em uma abordagem voltada para maior eficiência operacional”, diz a TIM.
Em termos de receitas, a TIM ainda registrou baixa de 8% no segundo trimestre na vertical de produtos, em função de uma retração na venda de aparelhos. O faturamento com equipamentos foi de R$ 183 milhões.
Investimentos
O capex da TIM totalizou R$ 882 milhões no segundo trimestre, redução de 4,6% na comparação com o mesmo período do ano passado. Desse total, R$ 622 milhões (70,5%) foram destinados a investimentos em rede. Os demais R$ 260 milhões (29,5%), para TI e outras áreas.
“Ao longo do primeiro semestre de 2025, os investimentos foram direcionados para expansão da rede 5G no País, com destaque para o aprimoramento da infraestrutura de São Paulo e Minas Gerais, assegurando a liderança da TIM na cobertura 5G no território nacional”, destacou a operadora.
Inclusive, a TIM fechou o segundo trimestre com 5G disponível em 707 cidades, com a rede cobrindo 70% da população urbana. O tráfego de quinta geração já representa 30% dos dados móveis consumidos nas capitais brasileiras.
A empresa ainda informou que, no que diz respeito aos contratos de torres, mais de 6 mil sites já foram desligados ou remanejados, além de 30% em negociação. Sobre o contrato de RAN sharing, 50% do single grid já foram executados.