Domingo, 31 de Agosto de 2025

TIM cresce 5,5% na receita móvel com R$ 5,7 bilhões no segundo trimestre

A TIM registrou uma receita líquida de serviços móveis de R$ 6 bilhões no segundo trimestre de 2025, alta de 5,5% contra R$ 5,7 bilhões do mesmo período um ano antes. De acordo com o relatório divulgado na noite desta quarta-feira, 30, o principal motor foi a forte performance do pós-pago, além de uma estratégia voltada à monetização da base.

Com isso, a receita média por usuário (ARPU) subiu de R$ 31,20 para R$ 32,70, um incremento de 5% na comparação ano a ano. Com reajuste dos preços, evolução no mix da base de clientes e churn baixo (0,8%), o ARPU do pós-pago subiu 10% com R$ 44,30, ante R$ 40,20 do segundo trimestre de 2024. E o ARPU do pré-pago caiu 4%, de R$ 14,90 para R$ 14,30, uma vez que teve queda nas recargas e aumento na migração de clientes do pré-pago para planos de valores maiores.

Na separação da receita no móvel, a empresa destaca que o faturamento gerado pelo cliente foi de R$ 5,7 bilhões, um incremento de 6% contra R$ 5,3 bilhões do mesmo período em 2024, em um movimento puxado pelo aumento da geração de ganhos dos clientes da TIM e de não clientes que utilizaram roaming nacional e internacional.

Já a receita de interconexão subiu 4%, de R$ 87 milhões para R$ 91 milhões com o aumento da tarifa VU-M (Valor de Uso Móvel) e impacto positivo de acordos com outras operadoras. E o faturamento da plataforma de clientes caiu 5%, de R$ 30 milhões para R$ 29 milhões, devido ao fim da parceria com o C6 Bank.

Outros destaques do móvel são:

Adição de 451 mil linhas pós-pagas no segundo trimestre de 2025;
707 cidades brasileiras cobertas com 70% da população urbana coberta no Brasil;
15 milhões de dispositivos 5G conectados à rede da operadora, 28% do total;
Custo por GB no 5G é 30% do 4G;
Em média, o tempo gasto de clientes da TIM na rede 5G é de 51% no Brasil, mas passa dos 70% nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.
30% de offload dos clientes 4G para o 5G.

Outro destaque é o Fundo 5G, um foundraising da TIM com outros investidores focado em soluções de rede móvel de quinta geração, que registrou uma receita de R$ 73 milhões com três empresas contribuindo para o seu desempenho. A operadora afirmou que aportará capital em uma quarta empresa, a Quatá Investimento, um provedor de crédito baseado em tecnologia.

IoT e serviços da TIM

Fora os dados do móvel, a receita de produtos caiu 8%, de R$ 200 milhões para R$ 183 milhões, em uma retração na venda de equipamentos.

A companhia também compartilhou a receita de IoT no B2B. De acordo com a TIM, a receita contratada desta unidade de negócio acumula R$ 406 milhões desde o começo de 2024 e possui 109 empresas em seu portfólio. A operadora possui ainda:

23 milhões de hectares cobertos com rede LTE;
1 mil quilômetros com LTE e 630 quilômetros com câmera de monitoramento em tempo real em estradas da Way Brasil;
2 mil quilômetros de estradas cobertas com 4G da Ecorodovias.
Ao todo, a TIM passou dos 7 mil quilômetros de estradas cobertas com sua rede celular de quarta geração.

Em serviços, a operadora destaca que a parceria com o Cartão de TODOS chegou a 660 mil registros na plataforma. E que espera lançar nacionalmente em setembro a parceria com a Eletrobras para oferta de energia elétrica destinada ao B2B e com apoio do time comercial da TIM. Atualmente, este serviço está ativo no Paraná e em Santa Catarina.

Resultado financeiros e operacionais

O EBITDA da TIM subiu 6%, de R$ 3,1 bilhões para R$ 3,3 bilhões, devido à evolução da receita móvel e gestão eficiente de custos que inclui:

A renegociação de contratos de torres com 6 mil torres desativadas nos últimos três anos;
Negociações para refidelizar 30% das torres;
90% do descomissionamento do 2G no projeto de RAN Sharing com a Vivo;
O projeto de RAN Sharing já tem 50% do Single Grid (3G/4G) alcançado.

Ainda em torres, a TIM lançou uma cotação (RFQ) para construção de 1 mil torres próprias até 2028, algo que não traz mudança no guidance da companhia. A empresa reforça que está aberta a novas oportunidades de parcerias e impacto limitado na depreciação e amortização.

O Capex da operadora foi de R$ 882 milhões no segundo trimestre de 2025, uma queda de 4,6% contra R$ 925 milhões de um ano antes. Aqui, os investimentos na rede 5G em São Paulo e Minas Gerais dominaram os aportes.

A receita total da TIM foi de R$ 6,6 bilhões, uma alta de 5% contra R$ 6,3 bilhões do segundo trimestre de 2024. Novamente, o resultado do móvel puxou o aumento do faturamento. O lucro operacional (EBIT) subiu 13%, de R$ 1,3 bilhão para R$ 1,5 bilhão.

O lucro líquido da operadora subiu 25%, de R$ 781 milhões para R$ 976 milhões. A companhia ainda reportou um lucro líquido normalizado de R$ 976 milhões que englobam efeitos não recorrentes de imposto de renda, contribuição e custos.

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