Polícia Civil estoura provedor de internet ligado ao tráfico na Região dos Lagos
Policiais da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) estouraram, nesta terça-feira, um provedor clandestino de internet vinculado ao Comando Vermelho. O serviço funcionava em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos. Na ação, os agentes prenderam em flagrante o responsável pela empresa, que foi autuado por receptação qualificada.
O esquema, além de fornecer um serviço ilegal de internet para a região, prejudicava empresas regulares. Os agentes apreenderam equipamentos furtados de concessionárias autorizadas, como cabos e caixas de terminação óptica. Os equipamentos passarão por perícia para rastrear a origem e identificar fornecedores, financiadores e demais envolvidos no serviço. As investigações seguem para identificar outros envolvidos no esquema.
Segundo a polícia, os criminosos coagem e intimidam os moradores e comerciantes, forçando-os a aderir aos serviços clandestinos, impedindo a atuação de empresas regulares. O esquema tem como objetivo gerar recursos para o Comando Vermelho, que utiliza esse tipo de atividade para financiar o tráfico de drogas e ampliar seu domínio territorial.
Colaboração com a Anatel
A Secretaria de Segurança Pública do Rio iniciou uma colaboração com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para identificar provedores de internet suspeitos de estarem sob o controle de facções criminosas. Em reunião realizada nesta segunda-feira, representantes da secretaria apresentaram à Anatel uma lista de empresas que operam no estado e que, segundo investigações, podem estar ligadas ao crime organizado.
O encontro, que marca a primeira fase dessa parceria, visa mapear as áreas de atuação dessas empresas e estudar medidas para interromper a operação de provedores irregulares ou suspeitos. Entre as ações discutidas, destaca-se a elaboração de um mapa das zonas de atuação dos provedores suspeitos na capital, com foco nas áreas dominadas por facções criminosas. Um dos locais identificado foi o entorno do Complexo de Israel, na Zona Norte da cidade.
A investigação aponta para um cenário em que, em determinadas regiões, uma única empresa domina o fornecimento de internet, o que pode estar relacionado a práticas criminosas de controle do mercado e cobrança de taxas ilegais.
