Terça-feira, 7 de Abril de 2026

NLT combina rede privativa e pública em projetos de IoT

A NLT Telecom está trabalhando em um projeto para combinar redes celulares privativas (RCPs) e redes públicas para Internet das Coisas. De acordo com o CEO da MVNO, André Martins, a demanda para a iniciativa surgiu de uma concessionária de energia que precisa de flexibilização na conectividade.

Durante o Fórum de Operadoras Inovadoras, evento organizado por Mobile Time e Teletime nesta quarta-feira, 19, o executivo explicou que esse projeto funciona por meio do SIMCard. A ideia é que o cartão de conectividade funcione em rede pública já estabelecida e em uma rede privativa a ser construída, em um modelo que foi batizado como hiperconectividade gerenciada.

A rede privativa poderá ser construída com mais de um fornecedor, pois deve ter versões em mais de um estado. Essa RCP entrará para suprir a parte de sua rede elétrica que precisa ser monitorada e não tem cobertura móvel, o equivalente a 25% de sua área de atuação. Ao mesmo tempo, esta concessionária (cujo o nome não pôde ser divulgado) precisa acompanhar a rede em uma área que tem conectividade da rede pública e por isso precisa de um chip SIM que comute e permita contratar redes de acesso diretamente com as operadoras.

“Ou seja, a NLT pode ser um provedor de rede móvel, mas se o cliente quiser, pode ser um provedor somente do barramento de conectividade, somente do barramento de rede de acesso que ele vai operar”, detalhou Martins. “O diferencial do projeto é o SIMCard. Ele (físico ou eSIM) é um conjunto de sensores”, completou.

A rede da NLT

Além do projeto com essa concessionária, a MVNO que atua no mercado de Internet das Coisas também tem um projeto similar com o segmento de máquinas de pagamento (POS).

Plugada com Vivo como principal e TIM por meio da Arqia Datora, a NLT atingiu 1 milhão de acessos em outubro de 2024. Agora, Martins prevê que a NLT Telecom chegará a 1,5 milhão de acessos em breve.

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