Terça-feira, 7 de Abril de 2026

Leilão de baterias de armazenamento de eletricidade deve ficar para 2º semestre

 O Ministério de Minas e Energia pretende realizar no segundo semestre deste ano o primeiro leilão de baterias de armazenamento de eletricidade. De acordo com o secretário nacional de Transição Energética e Planejamento da pasta, Thiago Barral, o processo está na fase final de ajustes. 

 Inicialmente, a previsão era de que o leilão ocorresse em junho deste ano. Mas, de acordo com o secretário, o ineditismo do processo e o calendário de leilões na área de energia levaram a disputa para o segundo semestre. 

 A pasta planeja realizar ainda neste ano certames nas áreas de potência, A-5, sistemas isolados e linhas de transmissão. 

 “O ministro colocou esse compromisso publicamente de fazer esse leilão [de bateria] e nós estamos trabalhando para viabilizar o processo esse ano”, disse após participar de um seminário sobre minerais críticos na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no centro do Rio. 

 Segundo o secretário, as baterias representam uma possibilidade de diversificação de recursos no sistema elétrico nacional, mas não substituem as usinas termelétricas. 

 “[As baterias] não substituem as termelétricas em hipótese alguma. É uma diversificação e uma complementação de características que, na nossa visão, contribui a médio e longo prazo para o menor custo para o consumidor”, afirmou. 

 O ministério recebeu contribuições de empresas e associações do setor por meio de uma consulta pública, aberta de setembro a outubro do ano passado. De acordo com o secretário, as propostas estão sendo analisadas pela equipe da pasta. 

 “Este é o momento em que a gente está naquela fase de ajuste final das propostas, para levar ao ministro [Alexandre Silveira, de Minas e Energia], para que ele possa fazer as escolhas”, afirmou. 

 Barral ressaltou que “muitas empresas” estão interessadas no certame e que o ministério precisa de tempo para “digerir” as contribuições da chamada pública em que recebeu as contribuições para a portaria com as regras do leilão. 

 É essa portaria, sem data para ser publicada, que vai definir, por exemplo, onde as baterias serão alocadas – perto dos consumidores e das distribuidoras, ou da geração de energia. 

 Ele informou ainda que a pasta está em diálogo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para avançar na regulação das soluções de armazenamento no sistema elétrico. 

 

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