Terça-feira, 28 de Julho de 2026

Depois de quase 4 anos, TIM e C6 encerram disputa e operadora vai receber R$ 520 mi por fatia no banco

 Depois de quase quatro anos de disputa, TIM e C6 selaram um acordo para colocar fim ao impasse. Segundo a operadora de telefonia informou em fato relevante divulgado nesta terça-feira, ela vai receber R$ 520 milhões pela sua fatia no banco e bônus de subscrição em circulação. 

 TIM e C6 anunciaram o acordo em março de 2020, para uma oferta integrada de serviços entre as duas, com vantagens para os clientes. O contrato previa um mecanismo de remuneração baseado em objetivos que torna a operadora acionista minoritária do banco digital, mas não houve desembolso de valores na operação. 

 Em julho de 2021, a operadora abriu processo de arbitragem contra o banco no Centro de Arbitragem e Mediação da Câmara de Comércio Brasil-Canadá para discutir cláusulas contratuais. Os detalhes da disputa nunca vieram a público, assim como a fatia da TIM no C6. 

 “A estratégia de plataforma de clientes, que a TIM desenvolve desde 2020, nos posiciona como parceiro relevante para criar valor e impulsionar ecossistemas de serviços digitais”, afirma Alberto Griselli, diretor-presidente da TIM Brasil. 

 A controlada da Telecom Italia destaca que a parceria com o banco gerou receita bruta de R$ 280 milhões ao longo de todo o período e a combinação de serviços financeiros com telefonia produziu efeitos positivos em outras áreas de negócios. 

 Em 2022, analistas do BTG afirmaram que a TIM tinha exercido a sétima tranche do bônus de subscrição de uma participação indireta no C6, dando à companhia uma participação de 5,16% naquele momento. O relatório do BTG apontava que, pelo acordo entre TIM e C6, a operadora ainda poderia aumentar sua participação total para cerca de 15% do capital social do banco. 

 Procurado, o C6 apenas confirmou o acordo com a TIM para encerrar a parceria iniciada em 2020. “O acordo prevê também a extinção de todas as disputas, incluindo as arbitragens em curso desde 2021. Com isso, a TIM deixará de deter qualquer participação societária no banco. A operação está sujeita a aprovações regulatórias”, informou o banco em nota. 

 

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