Terça-feira, 7 de Abril de 2026

Apenas 2,5% das cidades brasileiras oferecem coleta de lixo eletrônico

Já parou para pensar no destino daquele celular velho que você não quer mais? Ou do tablet que perdeu espaço para um modelo novo? A maioria dos brasileiros acaba guardando os dispositivos na gaveta, acumulando equipamentos que, eventualmente, serão descartados. Sem falar em empresas, que possuem diversos devices como parte do patrimônio, e muitas vezes não são mais utilizados. Mas o que realmente acontece quando você ou uma empresa joga fora um equipamento eletrônico?

O Brasil é um dos maiores geradores de lixo eletrônico da América Latina, acumulando cerca de 2,1 milhões de toneladas de resíduos eletroeletrônicos por ano, segundo dados da Universidade das Nações Unidas (UNU) e do relatório global E-waste Monitor. Isso representa um grave desafio ambiental, que não deve ser ignorado.

A realidade se agrava com o crescimento da demanda por eletrônicos, impulsionada pelo consumo cada vez maior de tecnologia. Estima-se que apenas 2,5% dos municípios nacionais tenham sistemas estruturados de coleta para o lixo eletrônico, de acordo com dados da Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais). Na reciclagem de lixo eletrônico, cada dispositivo passa pelo processo de desmontagem e separação dos materiais. Metais, plásticos e componentes eletrônicos são processados e vendidos de volta para a indústria,  ganham nova vida em outros produtos.

Agora, pense bem: e se em vez de comprar, você pudesse assinar um celular?

O modelo de aluguel de celulares corporativos é uma iniciativa alinhada com metas ESG (Environmental, Social, and Governance), especialmente na área ambiental. A prática de alugar em vez de adquirir contribui para a sustentabilidade ao prolongar o ciclo de vida dos aparelhos e evitar o descarte prematuro. Essa abordagem reflete uma gestão responsável dos resíduos eletrônicos, promovendo a economia circular ao reintegrar os dispositivos no mercado após manutenção ou atualização.

No contexto das metas ESG, essa solução impacta positivamente o meio ambiente, reduzindo a extração de matérias-primas e o uso de energia necessários para a produção de novos dispositivos. Sob a ótica social, empresas que adotam o aluguel de celulares demonstram comprometimento com práticas de consumo consciente, que podem atrair colaboradores e clientes que valorizam a sustentabilidade. Isso fortalece a imagem corporativa e aproxima a organização de um público mais consciente e exigente em termos de responsabilidade ambiental.

No âmbito da governança, o aluguel de celulares representa uma prática responsável e eficiente, com potencial para reduzir custos operacionais, ao mesmo tempo, em que cumpre os compromissos com a sustentabilidade. Dessa forma, empresas que adotam essa abordagem, além de otimizar seus recursos, contribuem ativamente para as metas ESG, reforçando seu compromisso com práticas empresariais mais sustentáveis e alinhadas às exigências globais de responsabilidade ambiental.

Portanto, adotar práticas de consumo consciente e entender a importância da reciclagem de eletrônicos são passos essenciais para um futuro mais sustentável. Cada vez que descartamos um dispositivo eletrônico de forma inadequada, contribuímos para o aumento de resíduos tóxicos no planeta. Podemos fazer diferente: incentivar novos pontos de coleta, adotar práticas internas sustentáveis e conectar-nos com parceiros que priorizam a sustentabilidade como essência de seu negócio. Assim, criamos uma rede de stakeholders unida em um único objetivo: reduzir o lixo eletrônico no planeta.

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