Setor está voando em “céu de brigadeiro”, mas teme reforma tributária
A indústria mineira de eletroeletrônicos está voando em “céu de brigadeiro” e, pelo terceiro ano consecutivo, deve crescer mais do que a média nacional, de acordo com Freitas.
No Brasil, o aumento projetado para o faturamento é de 11%, diz o presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Humberto Barbato. Ele ressalta que parte do crescimento é uma recuperação de 2023, quando houve queda de 6%.
Para 2025, Barbato prevê um acréscimo real no valor faturado nacionalmente pelo setor de eletroeletrônicos de 3% a 4%. Já o presidente do Sinaees afirma que as expectativas da atividade em Minas Gerais estão atreladas, principalmente, a reforma tributária.
“Se conseguirmos aprovar uma reforma tributária que não prejudique o setor como está se desenhando que vai prejudicar, temos tudo para crescer bastante em 2025”, sublinha Freitas.
“Agora, se o governo federal não mudar a postura e não apresentar um caminho plausível para a indústria eletroeletrônica estamos prevendo até recessão”, complementa.
O presidente-executivo da Abinee explica que as mudanças que foram feitas no Senado na regulamentação da reforma tributária criaram um diferencial de competitividade “absurdo” para a Zona Franca de Manaus, com potencial de prejudicar a indústria do País inteiro.
“Esse é o nosso grande desafio para 2025. A reforma é muito importante e somos totalmente favoráveis a ela, mas tem que ser uma reforma equilibrada para que não se tenha, eventualmente, desajustes em relação à produção no Brasil”, enfatiza Barbato.
“Queremos que a Zona Franca de Manaus continue existindo com a competitividade necessária e não além, porque isso vai forçar as indústrias a migrarem para Manaus e muitas serão capazes até de fecharem as portas, pois não tem interesse em ir para lá”, completa.
