Em São Paulo, ministra destaca o papel dos setores elétrico e eletrônico para a geração de empregos

Durante o Encontro Anual da Indústria Elétrica e Eletrônica, nesta sexta-feira (6), em São Paulo, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, destacou a importância do setor para a geração de emprego e renda.
Política de reindustrialização
“A indústria elétrica e eletrônica contribui de forma determinante para a geração de empregos, para a sustentabilidade e para a qualidade de vida da população. Por isso, nesse governo, temos trabalhado em constante diálogo e articulação para que ela possa se desenvolver com inovação e competitividade”, disse. O evento foi promovido pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).
Luciana Santos reafirmou que a pasta está totalmente integrada à política de reindustrialização lançada pelo presidente Lula para o desenvolvimento do país em novas bases tecnológicas e sustentáveis, a Nova Indústria Brasil, (NIB).
“E uma das iniciativas mais relevantes da nova política industrial é o programa Mais Inovação Brasil, que combina uma série de instrumentos para estimular a inovação nas empresas”, ressaltou Luciana Santos.
Investimento em projetos
São R$ 51,6 bilhões, operados pela Finep, para apoiar projetos de alto risco tecnológico por meio de subvenção econômica e para fortalecer a integração das empresas com a academia.
Ainda durante o discurso, a ministra Luciana Santos fez um breve balanço das ações de 2024 enfatizando as frentes em que o MCTI atuou diretamente.
“Um desses resultados é o nosso Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), que foi uma missão delegada a nós pelo próprio presidente Lula, e que nós apresentamos no final de julho, durante a 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação”, apontou.
Segundo Luciana Santos trata-se de um plano robusto e factível, “que tem o objetivo de nortear o desenvolvimento e a aplicação ética e sustentável da IA no Brasil, além de apontar diretrizes para pesquisa, desenvolvimento e regulação de práticas que garantam a segurança e a privacidade dos cidadãos”, concluiu.
Números positivos do setor
No início deste mês, a Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros) havia anunciado investimentos de R$ 5 bilhões no país, nos próximos três anos. Entre as ações previstas estão a construção e ampliação de fábricas e a inovação em produtos e em processos produtivos.
Os planos de investimento foram anunciados em reunião de representantes da Eletros com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Geraldo Alckmin. A associação ressaltou que o setor eletroeletrônico investiu outros R$ 5 bilhões em 2023 e 2024.
Balanço
Na reunião com Alckmin, a Eletros apresentou o balanço do setor. De janeiro a setembro desde ano, a produção de eletroeletrônicos cresceu 29%, em relação aos mesmos meses de 2023. A entidade prevê crescimento de 25% nos resultados de 2024, o melhor resultado dos últimos dez anos.
Nos nove primeiros meses do ano, foram comercializadas 83,8 milhões de unidades de produtos eletroeletrônicos, contra 65 milhões no mesmo período de 2023. Segundo a Eletros, os principais motivos para o crescimento são as políticas atuais de desenvolvimento industrial, o crescimento do emprego e da renda e a questão climática, que impulsionou a venda de ventiladores e aparelhos de ar-condicionado.
