ZFM outra vez sob fogo cerrado da Abinee
Mais uma vez, a Zona Franca de Manaus (ZFM) se vê na mira de ataques articulados por entidades que historicamente lutam contra o modelo.
De novo, o protagonismo é da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), que tenta usar o senador Sérgio Moro como instrumento para enfraquecer os incentivos fiscais concedidos ao Polo Industrial de Manaus (PIM).
A ameaça não poderia ser mais séria, colocando em jogo cerca de 500 mil empregos diretos e indiretos e o futuro de uma economia regional que é vital não apenas para o Amazonas, mas para o Brasil como um todo.
A estratégia da Abinee é clara: a inclusão de uma emenda na reforma tributária pelo senador Sérgio Moro, que visa alterar o artigo 447 do texto em tramitação no Senado. A emenda, travestida de argumento técnico, pretende reduzir os créditos tributários de 100% para bens de informática produzidos na ZFM, um benefício que foi arduamente conquistado pela bancada do Amazonas.
O argumento da Abinee, de que a regra torna produtos fabricados fora do Amazonas mais caros, ignora a função histórica e constitucional da ZFM como um instrumento de integração nacional e proteção ambiental.
Sem os incentivos fiscais, a competitividade da região seria devastada, desencadeando o colapso de um modelo que há décadas sustenta a economia amazonense e preserva a floresta ao impedir a expansão predatória de atividades como a pecuária e o garimpo ilegal.
Nas mãos de Braga
Neste momento crucial, o destino da emenda está nas mãos do senador Eduardo Braga, relator da reforma tributária e ex-governador do Amazonas. Como conhecedor profundo da realidade local e defensor de longo prazo da ZFM, Braga é a figura em quem o Estado deposita sua confiança. Seu papel será decisivo para barrar a investida da Abinee e de aliados que buscam minar o modelo.
Braga, entretanto, não pode lutar sozinho. É imprescindível que toda a bancada federal do Amazonas, composta por senadores e deputados, atue de forma coesa e vigilante.
A união e a mobilização em torno da defesa da ZFM devem ser prioritárias, especialmente em um momento em que o Amazonas enfrenta uma das piores crises de sua história devido à seca extrema e ao isolamento logístico agravado.
Reduzir os incentivos fiscais da ZFM significa colocar em risco não apenas os empregos, mas também a sobrevivência econômica de uma região que já enfrenta desafios imensos. A atitude absurda da Abinee é um ataque ao pacto federativo e à ideia de que o Brasil deve buscar um desenvolvimento regional equilibrado.
O modelo ZFM não é só um benefício para o Amazonas, mas uma contribuição para o Brasil. Ele reduz a desigualdade regional e garante a soberania nacional em uma área estratégica.
Um chamado à mobilização
As ações da Abinee revelam a necessidade de vigilância constante. As associações locais, como a FIEAM, o CIEAM e a Eletros, estão unidas na defesa do modelo, mas é essencial que a sociedade amazonense como um todo esteja atenta e mobilizada.
A bancada federal precisa usar todas as ferramentas legislativas e de articulação política para evitar retrocessos. A ZFM não pode ser tratada como um privilégio a ser eliminado, mas como um modelo de sucesso a ser protegido e fortalecido.
Enquanto isso, o povo do Amazonas aguarda, confiante de que seus representantes, especialmente Eduardo Braga, estarão à altura do desafio. Não é apenas uma questão de números ou economia. É uma questão de justiça, soberania e sustentabilidade para uma região que tem dado tanto ao Brasil.
