Sexta-feira, 3 de Abril de 2026

450 MHz: UTCAL propõe grupo de estudo com Aneel, Anatel e elétricas

A UTC América Latina (UTCAL) propõe que seja criado um grupo de estudo com representantes da Aneel, da Anatel e das elétricas para discutirem as regras para o uso da faixa de 450 MHz.

A ideia foi levada pelo presidente da entidade, Dymitr Wajsman, ao conselheiro da Anatel e relator do pedido de anulação do leilão de 450 MHz, Octavio Pieranti, e para representantes da Aneel em reuniões realizadas na semana passada.

A faixa de 450 MHz havia sido destinada em caráter secundário pela Anatel para comunicações de missão crítica de utilities em 2025. Isso levou empresas como Copel e Neoenergia a montarem redes nessa faixa. E outras, como Cemig e CPFL, realizaram licitações para projetos similares e estão em vias de assiná-los.

Só que no fim do ano passado foram pegas de surpresa por uma mudança de planos da Anatel: a agência decidiu incluir a faixa de 450 MHz entre aquelas a serem leiloadas este ano para o Serviço Móvel Pessoal (SMP), ou seja, para redes públicas de telefonia celular.

Isso fez com que UTCAL e Copel entrassem com recursos administrativos ma Anatel solicitando a anulação dessa medida, o que ainda será levado ao conselho diretor do órgão regulador.

Em outra frente, a UTCAL enviou contribuições sobre o tema em duas consultas públicas recém-encerradas: uma da Aneel sobre digitalização das redes de energia e outra da Anatel sobre destinação de novas faixas de frequência.

“Não há como operar um sistema elétrico sem sistema de telecomunicações abrangente. Tudo o que você faz requer telecom bidirecional. Hoje temos sensores em toda a rede que supervisionam”, comentou Wajsman, em entrevista para Mobile Time (parceiro de conteúdo do TELETIME) na última quarta-feira, 18, durante o evento UTCAL 2026, no Rio de Janeiro.

450 MHz: leilão só para as elétricas?
Uma das alternativas em discussão seria a realização de um leilão de 450 MHz para Serviço Limitado Privado (SLP). Mas as elétricas só aceitariam participar se o leilão fosse restrito ao setor de energia e se o preço fosse acessível, de maneira a não onerar a tarifa de eletricidade.

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