WBA propõe medidas de segurança para integração de 5G privativo e Wi-Fi
A Wireless Broadband Alliance (WBA), entidade global que promove novos padrões e iniciativas com base em redes sem fio, apresentou uma estrutura que busca reforçar a segurança das redes que combinam 5G privativo, Wi-Fi e infraestrutura de TI.
Conforme relatório divulgado nesta terça-feira, 20, para alcançar um ambiente de conectividade segura utilizando a uma conexão 5G privativa, seria necessário adotar parâmetros de confiança zero (zero trust) e unificar políticas de acesso, reduzindo o atrito entre a rede móvel e a banda larga fixa.
“O 5G privado representa a próxima fronteira da conectividade empresarial, mas com seu potencial vêm novas complexidades e riscos”, afirma Tiago Rodrigos, presidente e CEO da WBA, em comunicado.
“Ao integrar Wi-Fi e 5G sob uma estrutura de segurança comum, o setor pode acelerar a transformação digital sem comprometer a resiliência ou a interoperabilidade”, complementou.
Protocolos
O estudo sugere a aplicação do pxGrid – um protocolo para troca de dados bidirecional entre Wi-Fi, 5G e sistemas empresariais –, além de softwares de computação de borda de múltiplos acessos e análise de Inteligência Artificial (IA) para detecção em tempo real de anomalias. A estrutura também contaria com um sistema de respostas automatizadas para situações de perigo.
Na avaliação da WBA, a estrutura deve reduzir o risco cibernético das empresas que utilizam redes 5G privativas. Operadoras de telecomunicações, integradores de sistemas e fornecedores de tecnologia também poderiam se beneficiar, por meio da oferta de um serviço convergente aos potenciais clientes.
A WBA ressaltou que o relatório representa o primeiro passo do projeto, com foco em políticas e arquitetura de segurança para ambientes com disponibilidade de redes fixa e móvel. Uma segunda fase terá foco em segurança operacional inteligente em redes convergentes de 5G privativo e Wi-Fi.
