Sábado, 10 de Outubro de 2026

Vivo tem 47% das adições do pós-pago em julho, maior nível em dois anos

A Vivo respondeu por 47,2% de todas as adições líquidas do segmento pós-pago em julho. Essa é maior participação mensal conquistada pela operadora em dois anos.

No mês de julho, foram 345,4 mil novas linhas pós-pagas líquidas somadas pela companhia, ou quase metade do saldo positivo nacional de 732,6 mil acessos no segmento. O levantamento considera apenas celulares e exclui conexões de Internet das Coisas (IoT).

O resultado de 47% representa um salto em relação a junho (quando a Vivo teve 31,8% das adições do pós). Já a Claro registrou 138,6 mil adições líquidas no pós-pago em julho, equivalentes a 18,9% do saldo mensal. E a TIM somou 124,8 mil, ou 17% das adições pós em julho.

Demais prestadoras responderam juntas pelos 16,9% restantes, indicando presença de operadoras desafiantes como Surf, Brisanet e Unifique. Ao longo do ano, esse grupo de “outras” tem registrado ao menos 10% das adições mensais no pós, sendo que a melhor marca ocorreu em junho (18%).

Participação nas adições líquidas do pós-pago móvel Pós-pago, sem IoT - participação sobre o saldo líquido mensal no segmentoArte: Danilo Paulo/Teletime

No caso da Vivo, a maior participação recente da operadora havia sido registrada em julho de 2025, com 44% das net adds pós-pagas. Já em julho de 2024, a operadora chegou a responder por cerca de 50% das adições líquidas do pós-pago.

Competição e anti-spam
O crescimento da Vivo nas adições do pós ocorreu em momento de ambiente promocional mais intenso na telefonia móvel. A própria operadora contou com algumas ofertas de caráter tático, sobretudo para migração de assinantes pré-pagos para planos híbridos. No controle, a Vivo também mantém o menor preço por GB entre planos de entrada, segundo análise recente da XP que avaliou ofertas na cidade de São Paulo.

Já um interlocutor do mercado ouvido pelo TELETIME levantou outra hipótese sobre a dinâmica em julho: o impacto do Vivo Anti Spam, serviço para clientes da operadora que, em linhas gerais, filtra e bloqueia chamadas em massa, abusivas ou fraudulentas, fazendo com que o telefone do usuário nem chegue a tocar.

O Vivo Anti Spam é alvo de uma disputa no setor: concorrentes questionaram na Anatel a possibilidade da ferramenta bloquear chamadas legítimas originadas em outras redes. Nos bastidores, também há receio que ao bloquear ligações a seu próprio critério, há prejuízo para chamadas de telemarketing das rivais (canal importante para a dinâmica competitiva de troca de operadora).

Em agosto, a Superintendência de Competição da Anatel rejeitou questionamento ao antispam da Vivo concluiu que não havia elementos suficientes para caracterizar a ferramenta como uma violação regulatória ou prática com efeitos anticompetitivos. E mais recentemente, a Anatel definiu regras gerais para mecanismos próprios de identificação e mitigação de chamadas massivas, mas mantendo um relevante nível de discricionariedade para as operadoras.

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