Vivo já vendeu R$ 650 milhões em ativos da antiga concessão
A Vivo levantou cerca de R$ 650 milhões com a venda de cabos de cobre e imóveis outrora associados à concessão de telefonia fixa (STFC) da tele, que foi encerrada em 2025. A empresa pretende acelerar a alienação dos ativos no segundo semestre para atingir a meta de R$ 4,5 bilhões até 2028.
Os números foram atualizados pelo comando da Vivo nesta terça-feira, 28, durante coletiva de imprensa e conferência com analistas sobre os resultados do segundo trimestre. No período, a empresa efetuou cerca de R$ 202 milhões em vendas de cobre (número classificado como positivo), mas não alienou novos imóveis.
Já desde o início do projeto, que está no seu segundo ano, as vendas de cobre somam cerca de R$ 443 milhões – ou apenas parte da meta da Vivo de gerar R$ 3 bilhões com o material.
No caso dos imóveis da antiga concessão, já foram levantados R$ 206 milhões com vendas, dentro da meta de fazer R$ 1,5 bilhão com ativos de real estate.
Inclusive, a empresa está com um portfólio relevante de ativos imobiliários à venda, apontou Christian Gebara, CEO da Vivo, durante conversa com analistas.
“Não vendemos [imóveis] neste trimestre nem no trimestre anterior, mas nos organizamos para começar a vender mais nos próximos. Selecionamos 47 propriedades avaliadas em cerca de R$ 600 milhões e as colocamos à venda. Já começamos a receber algumas ofertas, mas queremos vender esses ativos pelo melhor preço possível”.
A antiga concessão de telefonia fixa da Vivo em São Paulo foi adaptada para o regime privado em 2025, mediante compromissos de investimento da ordem de R$ 4,5 bilhões. Com a migração, a operadora ficou autorizada a vender bens reversíveis do antigo contrato.
