Sábado, 18 de Julho de 2026

Vivo e TIM são destaques em telecom na América Latina, aponta Santander

Em novo relatório sobre o mercado de telecomunicações, analistas do banco Santander apontaram as teles brasileiras como “ativos de alta qualidade” e “elevado retorno” para investidores no segundo semestre deste ano.

O relatório fala em “alta probabilidade” de as operadoras elevarem os preços de novos contratos pós-pagos de telefonia móvel após a Copa do Mundo, o que deve levar a uma reavaliação do setor, tendo em vista uma baixa nas ações após a divulgação dos resultados do primeiro trimestre, em maio.

Os analistas também trabalham com a possibilidade de mudanças na precificação e na estrutura dos planos pré-pagos. Isso pode ser uma “surpresa positiva” em termos financeiros.

Vivo
O Santander elegeu a Vivo como o principal destaque do setor em toda a América Latina, entre as empresas com ações negociadas em bolsa.

A unidade brasileira da Telefónica apresentaria “resiliência operacional em um ambiente macroeconômico mais volátil” e deve entregar “bons resultados no segundo semestre”, apostou o banco.

A equipe do Santander vê a Vivo registrando crescimento de 6,5% na receita e de 10% no lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) no consolidado de 2026. Já o lucro líquido, apesar de maiores impactos de depreciação e amortização, deve ficar na casa de R$ 8 bilhões.

O relatório aponta preço-alvo por ação de R$ 42 ao fim deste ano, o que implica um potencial retorno total para o acionista (TSR) de 39%.

Segundo a análise, a Vivo também deve reportar redução na relação capex/receita e expansão significativa na geração de fluxo de caixa livre (FCF, na sigla em inglês) nos próximos anos (na casa de dois dígitos).

Os resultados da operadora também devem se beneficiar da aceleração da venda de cobre e imóveis, após um início de ano considerado lento na alienação de ativos oriundos da antiga concessão de telefonia fixa.

TIM reavaliada para cima
O Santander reavaliou o rating da TIM de “neutro” para “desempenho superior” (mesmo nível da Vivo). O preço-alvo por ação foi mantido em R$ 26 para o fim de 2026, com retorno total esperado de cerca de 32%.

As projeções apontam alta de 5% na receita líquida e de 6% no Ebitda, com lucro líquido somando R$ 4,5 bilhões.

“Embora reconheçamos que os resultados do 1º trimestre de 2026 levantaram algumas questões sobre a dinâmica de crescimento da receita e das despesas operacionais (opex), acreditamos que a empresa permanece bem posicionada para cumprir seu guidance para 2026 em todas as métricas, ainda que no limite inferior da faixa projetada”, afirma o relatório.

América Móvil
Com ações negociadas na bolsa do México, a América Móvil (AMX), dona da Claro, teve a recomendação mantida em “neutra” pelo Santander, muito em função do valuation da companhia. O preço-alvo das ações, por sua vez, foi elevado de 22 pesos mexicanos para 25 pesos mexicanos.

Segundo o relatório, do ponto de vista operacional, a AMX deve continuar apresentando resultados sólidos nos seus principais mercados (México, Brasil e Colômbia).

Além disso, “a consolidação poderá atuar como um fator favorável em mercados menores”, indicam os analistas – a direção da AMX já sinalizou a intenção de continuar comprando ativos de telecomunicações.

Em termos financeiros, a empresa deve apresentar crescimento de 5% na receita e de 6% no Ebitda, em média, nos próximos anos. O lucro líquido deve dar um salto de 24% neste ano, alcançando 102,7 bilhões de pesos mexicanos (cerca de US$ 5,8 bilhões).

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