Vivo amplia lucro em 19% no primeiro trimestre com pós-pago e banda larga
Impulsionada por diversas verticais de receitas, a Vivo obteve lucro líquido de R$ 1,26 bilhão no primeiro trimestre, alta de 19,2% na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com balanço financeiro divulgado na manhã desta segunda-feira, 11.
As receitas da tele alcançaram R$ 15,4 bilhões, registrando crescimento anual de 7,4%. As vendas foram puxadas pelo serviço pós-pago de telefonia móvel (+7,8%), pela banda larga (+9,3%) e pelo segmento de dados corporativos, TIC e serviços digitais (+8,5%).
Confira, a seguir, os principais números da Vivo no primeiro trimestre de 2026, ante o mesmo período do ano passado.
Lucro líquido: R$ 1,26 bilhão (+19,2%);
Ebitda: R$ 6,2 bilhões (+8,9%);
Margem Ebtida: 40,2% (+0,5 p.p.);
Receita líquida: R$ 15,4 bilhões (+7,4%);
Serviço móvel: R$ 9,8 bilhões (+6,6%);
FTTH: R$ 2,1 bilhões (+9,3%);
Dados corporativos, TIC e serviços digitais: R$ 1,42 bilhão (+8,5%);
Aparelhos e eletrônicos: R$ 1,15 bilhão (+26,6%);
Capex: R$ 2 bilhões (+9,6%).
Serviço móvel
Com mais de 103 milhões de usuários, a receita do serviço móvel totalizou R$ 9,8 bilhões, alta anual de 6,6%. O pós-pago, que representa 86% do faturamento da vertical, cresceu 7,8%, gerando R$ 8,5 bilhões em receitas.
Segundo a Vivo, a modalidade tem sido puxada pela migração de clientes de pré-pago para controle e de controle para pós-pago puro, além da aquisição de novos clientes. A base pós-paga cresceu 6,9%, somando 72,1 milhões de usuários ao fim de março.
Já o pré-pago contribuiu com R$ 1,3 bilhão em receitas, queda anual de 1%. A carteira da modalidade de recarga conta com 32 milhões de clientes.
Ainda no segmento móvel, a Vivo informou que a receita de aparelhos e eletrônicos avançou 26,6%, chegando a R$ 1,15 bilhão, em função de “um portfólio mais competitivo e uma nova estratégia comercial que ampliou a disponibilidade de dispositivos, acessórios e eletrônicos em geral nas lojas”.
Inclusive, no primeiro trimestre, as vendas de celulares compatíveis com 5G representam 97,2% dos smartphones vendidos pela operadora.
Serviços fixos
Os serviços fixos (FTTH, dados corporativos, voz, IPTV e outros) cresceram 5,1% no primeiro trimestre, ante o mesmo período do ano passado, alcançando R$ 4,4 bilhões em receitas. O serviço de banda larga teve expansão de 9,3%, para R$ 2,1 bilhões em receitas.
O negócio de fibra óptica fechou o primeiro trimestre com 31,5 milhões de casas passadas (+6,2%) – isto é, unidades que podem contratar o serviço de FTTH –, com a adição de nove cidades na comparação anual (a rede alcança 453 municípios).
A base totalizou, ao fim de março, 8 milhões de assinantes (+11,5%). Desse total, 5,1 milhões são clientes convergentes com móvel, dos quais 3,6 milhões assinam o pacote Vivo Total.
“Essa oferta [Vivo Total] representou 83,2% das adições de FTTH nas lojas físicas próprias no 1T26, reforçando a importância da convergência como alavanca de crescimento”, apontou a operadora, acrescentando que o pacote representa 44,7% dos acessos de FTTH e indica “um potencial significativo para expansão futura dentro da base de clientes atual”.
Ainda no que diz respeito à banda larga, a receita média por usuário (ARPU, na sigla em inglês) chegou a R$ 87,7, e o churn (taxa de rotatividade de clientes) ficou estável em1,5%.
Como parte das receitas de serviços fixos, vale notar que a vertical de dados corporativos, TIC e serviços digitais avançou 8,5%, somando R$ 1,42 bilhão.
B2B em alta
A Vivo destacou que, no acumulado de 12 meses até o primeiro trimestre deste ano, as receitas de serviços corporativos (B2B) digitais (nuvem, IoT, mensageria, soluções digitais e cibersegurança) atingiram R$ 5,4 bilhões (+23,8%).
“Refletindo esse desempenho, o B2B ampliou sua participação para 22,6% da receita total da companhia”, ressaltou a tele.
Ebitda, margem e capex
No primeiro trimestre, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da Vivo cresceu 8,9%, na comparação com o mesmo período do ano anterior, e chegou a R$ 6,2 bilhões. A margem, por sua vez, teve leve avanço de 0,6 ponto percentual, para 40,2%.
O capex totalizou pouco mais de R$ 2 bilhões (+9,6%) e representou 13,2% da receita operacional líquida.
Cerca de 84% dos investimentos foram destinados à expansão e manutenção de rede, sendo 75% do capex para fortalecimento da infraestrutura de telefonia móvel. A Vivo encerrou o primeiro trimestre com 905 cidades cobertas com 5G.
