Sexta-feira, 7 de Agosto de 2026

Vero defende revisão de regras para operadoras móveis virtuais

O CEO da Vero, Fabiano Ferreira, defendeu que a Anatel revise a decisão sobre operadoras móveis virtuais (MVNO) tomada como parte do Plano Geral de Metas de Competição (PGMC). O regulamento, vale lembrar, foi aprovado no ano passado e não contemplou incentivos para o segmento.

A manifestação de Ferreira foi feita em painel do Teletime Tec, evento organizado por TELETIME nesta quinta-feira, 11, em São Paulo.

“A gente entende que essa discussão precisa ser levada muito a sério e que se tenha a oportunidade de explorar esse segmento de forma justa, como foi até aqui”, afirmou o executivo.

“A questão regulatória é importante de ser endereçada”, acrescentou, mencionando que também deve usar a sua posição na presidência do conselho de administração da TelComp para reforçar o pleito.

Para Ferreira, o modelo de MVNO pode ser muito importante para operadoras regionais que não têm espectro (como tem feito a Vero) e que no caso destas empresas o modelo torna-se mais atrativo porque os custos de operação já estão amortizados pelos serviços de banda larga fixa. A Vero tem hoje cerca de 340 mil acessos móveis como MVNO, e pretende manter a ênfase na estratégia.

Estratégia da Vero no móvel
O CEO destacou que, embora a operação móvel da Vero venha crescendo, já representando 7% da receita, “o mercado de MVNO é desafiador”. Segundo ele, a empresa atua com “disciplina financeira” para alavancar a vertical.

Atualmente, a Vero conta com cerca de 340 mil usuários móveis. A partir de agora, a estratégia é desvincular a oferta de planos de telefonia do serviço de banda larga, o que deve contribuir para o crescimento do negócio.

“Acreditamos que [o móvel] pode chegar a 30% do resultado em até cinco anos. Mas a conectividade sozinha não vai fazer isso, é preciso vir acompanhada de soluções digitais”, ressaltou o executivo.

Ferreira também comentou que a estratégia de crescimento no móvel passa por fazer o usuário de outra operadora trocar o modelo pré-pago pelo plano controle da Vero. Outra estratégia importante, diz ele, é agregar valor à conectividade móvel, com Serviços de Valor Adicionado, tal qual tem sido feito no mercado de fibra.

Além disso, salientou que a Vero não se posiciona como uma empresa que “aluga infraestrutura”. O serviço móvel atualmente é feito em cima da rede da TIM e acordos de roaming.

“Com o parceiro atual, discutimos abertamente onde precisamos melhorar a infraestrutura para gerar resultados. É uma parceria para discutir como gerar ganhos, e não de aluguel”, frisou.

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