Segunda-feira, 17 de Agosto de 2026

Unifique projeta rede móvel em 440 cidades neste ano; 130 em São Paulo

A Unifique pretende encerrar 2026 com cobertura móvel em 440 cidades (contra pouco mais de 200 atuais), alcançando uma população entre 11 milhões e 12 milhões de pessoas neste ano. Na estratégia, 130 cidades são do estado de São Paulo, mercado onde a empresa está ingressando.

Os planos foram compartilhados nesta quinta-feira, 11, por Fabiano Busnardo, CEO da operadora catarinense. O executivo participou do TELETIME Tec, evento realizado na capital paulista.

O plano de expansão móvel implicará avanço dos atuais 700 sites próprios da Unifique para cerca de 1,2 mil, revelou Busnardo. “Estamos nos propondo a ser a quarta alternativa [móvel] e queremos melhorar significativamente a cobertura no interior. Muitos dos sites são em locais que não têm cobertura de nenhuma operadora”.

Para além da região Sul, a grande novidade nos planos é a entrada no mercado de São Paulo (algo viabilizado pela aquisição do controle do Amazônia 5G, que tem licenças de espectro no estado). Em SP, o modelo adotado será híbrido, a partir de parcerias com provedores regionais.

Segundo Busnardo, um estudo recentemente finalizado pela empresa indicou que a frente paulista deve exigir 480 estações rádio base (ERB). O executivo também relata que já há contratos firmados com operadoras locais para a executar estratégia.

“Nosso ‘sonho’ é direcionar investimentos em conjunto com parceiros, mas temos até 31 de dezembro para entregar obrigações [iniciais de cobertura da Anatel] em São Paulo. Com parceiro ou sem, as ERBs estarão lá”, explicou o CEO da Unifique, colocando foco inicial em municípios de menor porte.

Além das cidades onde a empresa tem compromisso de ativar serviços, a operadora pretende instalar rede móvel em algumas cidades paulistas onde não há exigência regulatória. Busnardo também afirmou que alianças com provedores locais podem ser firmadas após a construção.

O projeto móvel deve se beneficiar da venda da faixa de 700 MHz para empresas regionais, algo viabilizado no leilão de espectro deste ano. Até então a empresa vinha usando a faixa baixa – essencial para a cobertura de serviços móveis – em caráter secundário, além do 3,5 GHz comprado em 2021.

Unifique vê necessidade estratégica
Hoje a Unifique soma pouco mais de 300 mil clientes na rede de telefonia móvel, com destaque para Santa Catarina, seu mercado natal. Além de SP, a empresa também está ingressando no mercado do Paraná, a partir da aquisição de espectro da Ligga.

Até 2030, a empresa pretende multiplicar a base de assinantes, atingindo 4 milhões de clientes móveis. Neste horizonte a empresa pretende que a mobilidade já seja negócio mais relevante que a operação de banda larga fixa (hoje a telefonia móvel representa cerca de 7,5% das receitas)

“No mundo inteiro, nenhuma operadora relevante não tem móvel”, apontou Busnardo, sobre a decisão estratégica. O CEO relata que existe desconfiança de alguns clientes com a empresa, por se tratar de um novo player de telefonia, mas que os resultados parciais são animadores.

“As redes móveis no Brasil talvez não estejam tão bem como se propaga por aí. As redes que temos construído nas cidades é muito superior às que estão disponíveis hoje”, argumentou Fabiano Busnardo.

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