Sábado, 5 de Setembro de 2026

Unifique prevê receitas em SP e PR em 2027 e busca M&A em fibra

A Unifique acredita que a operação de telefonia móvel em São Paulo e no Paraná vai começar a gerar receitas a partir do início do ano que vem. No momento, a operadora está acelerando os investimentos para cumprir as metas de cobertura previstas para este ano, ainda que isso comprometa as margens de lucro no curto prazo.

“A despesa vem primeiro. Agora, estamos nos preparando para buscar receitas nessas praças [SP e PR], que eu acho que vem com mais intensidade a partir do começo do ano que vem”, afirmou Fabiano Busnardo, CEO da empresa, em conferência com analistas nesta quinta-feira, 13, após a divulgação dos resultados do segundo trimestre na véspera.

O executivo reconheceu que o prazo para cumprir o primeiro lote de cobertura de cidades com menos de 30 mil habitantes estabelecido no edital do 5G é “apertado”, mas ressaltou que a empresa “vai conseguir fazer, embora a margem acabe sofrendo um pouco para acelerar”.

De todo modo, apontou que as próximas eventuais baixas não devem ser significativas, ficando na ordem de 1 ponto percentual.

Parcerias em andamento
A Unifique registrou R$ 35,5 milhões em receitas com telefonia móvel no segundo trimestre, alta de 148,3% na comparação anual. A base soma 337,7 mil usuários nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Busnardo indicou que, além de iniciar operações nos territórios paulista e paranaense, a operação móvel deve ganhar tração por meio de parcerias com provedores de banda larga, o que deve ajudar a empresa a “diluir um pouco” as despesas de implantação do 5G.

“Estamos negociando dezenas de parcerias. Não tenho o número fechado, mas são contratos de, no mínimo, dez anos. Isso acaba exigindo mais tempo para fechamento. É um compromisso importante e um contrato significativo”, afirmou.

Competição com as grandes teles
O CEO da Unifique disse que, até o momento, não sentiu uma mudança de postura das grandes teles no cenário competitivo. O executivo atribui isso, em parte, ao fato de a operadora ainda estar muito focada na venda de chips em combos com banda larga – 85% da base do serviço móvel da Unifique também assina Internet fixa.

“O mercado, desde que começamos a vender, é bastante disputado. Não tem ninguém que não tenha um chip. Estamos aí na batalha, mas posso assegurar que é uma batalha menos nociva do que na fixa”, asseverou.

M&A na banda larga
Busnardo também reforçou que a Unifique segue com apetite no mercado de provedores. Segundo o CEO, a empresa deve anunciar, até o fim deste ano, pelo menos mais duas aquisições. Ainda assim, ele revelou que esperava mais movimentos de consolidação em 2026.

“Para a minha surpresa, não estão aparecendo tantos negócios quanto gostaríamos. Temos algumas tratativas em andamento, mas são negócios pequenos. A gente acredita que teremos mais um ou dois negócios ainda neste ano”, sinalizou.

A Unifique, vale lembrar, encerrou o segundo trimestre com 909 mil acessos de banda larga. Entre abril e junho, a base teve incremento de 29 mil assinantes, sendo que 24 mil vieram da aquisição do provedor iSuper Telecom.

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