Unifique busca escala no 5G e avalia operação de fibra em São Paulo
A Unifique busca ganhar escala ao ampliar a área de atuação na telefonia móvel para os estados de São Paulo e Paraná e para a região Norte. A empresa também entende que regiões mais rentáveis devem cobrir eventuais prejuízos em operações em localidades de baixa densidade populacional.
A estratégia foi comentada pelo CEO da operadora, Fabiano Busnardo, em entrevista ao TELETIME em Destaque, realizada na semana passada, durante o Abrint Global Congress (AGC) 2026.
Segundo o executivo, a experiência adquirida com o 5G em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul vai permitir que a empresa acelere a instalação de estações rádio base (ERB) nos demais territórios em que possui licença para operar as frequências de 3,5 GHz e 700 MHz, de modo a cumprir a primeira etapa de obrigações de cobertura, cujo prazo vai até dezembro deste ano.
“Por quase três anos, desde que obtivemos a outorga dos 3,5 GHz, não conseguimos fazer nenhuma ERB na nossa região, porque tivemos que preparar toda a plataforma, homologar com os fabricantes todos os modelos de aparelhos. Isso tudo já está resolvido, ficou no passado”, pontuou Busnardo. “Como toda essa plataforma está testada e aprovada, já temos uma esteira de instalação de ERB, só precisamos acelerar um pouco”, complementou.
A Unifique, vale lembrar, adquiriu a licença de 3,5 GHz no Paraná em um acordo com a Ligga no início deste ano. Pouco depois, a operadora fechou um contrato para comprar uma participação majoritária no consórcio Amazônia 5G, grupo que tinha negociado a aquisição das licenças de quinta geração móvel referentes ao estado de São Paulo e à região Norte também com a Ligga. Desse modo, a operadora ampliou consideravelmente a sua atuação no 5G.
“Conseguimos chegar a um modelo com um custo bastante competitivo”, garantiu Busnardo, acrescentando que “não vai ser possível” operar com lucro em todas as localidades. Por isso, o CEO argumenta que é preciso rentabilizar o negócio de telefonia móvel ampliando a área geográfica.
“Acreditamos que muito rapidamente vamos conseguir ganhar escala para poder monetizar e gerar rendimento para reinvestir. Acredito que até 2030 vai ser essa tônica, mas também não queremos fazer só as obrigações”, salientou o executivo.
Segundo Busnardo, a empresa ainda avalia entrar na banda larga nas novas áreas de atuação do serviço móvel, sobretudo o território paulista.
“A Unifique tem histórico de fazer muitas aquisições. Então, a gente não descarta, dentro da área de concessão da móvel, eventualmente negociar aquisições ou participação em empresas de fibra”, sinalizou.
