Transição energética inflacionária
Diferentemente dos países desenvolvido sonde os combustíveis fósseis predominam na matriz energética, cerca de 50% da oferta de energia no Brasil vem fontes renováveis. Dentre estas, a participação da energia hídrica vem se mantendo constante, enquanto as de outras como a eólica e a solar têm se elevado.
O incremento das fontes renováveis e medidas de conservação da energia são relevantes para uma transição energética. O tema preocupa a indústria da construção, que vem tomando diversas ações para a conservação de energia.
O SindusCon-SP disponibiliza gratuitamente a CECarbon, calculadora de emissões de energia e gases de efeito estufa para edificações, que possibilita projetar e construir empreendimentos optando pelas melhores soluções ambientais. A entidade também está desenvolvendo uma calculadora de pegada hídrica.
Entretanto, o custo da energia elétrica, que tanto está penalizando os consumidores residenciais, afeta ainda mais a construção. No acumulado de 12 meses até junho, na cesta de materiais e serviços medidos pelo INCC-DI, o custo do consumo de energia pelas construtoras subiu 7,34%, acima dos 6,1% da eletricidade residencial e do IPCA de 5,4%. Esses custos se elevarão ainda mais em São Paulo com o aumento de 13,47% da tarifa da Enel, autorizado pela Aneel, a partir de 1º de julho.
É um absurdo que o aumento das fontes renováveis da matriz energética venha acompanhado de custos cada vez mais elevados, quando deveria acontecer o contrário. “Jabutis” aprovados no Congresso, R$ 46,8 bilhões em subsídios bilionários e tarifas sociais que elevam o custo da energia também encarecem a produção dos insumos da construção utilizados nas obras.
Desta forma, estamos nos distanciando da almejada transição energética justa e inclusiva, justamente no ano em que o Brasil sediará a COP 30 – 30ª Conferência da ONU sobre as Mudanças Climáticas.
Custo da energia nas obras sobe e encarece produção de edificações
