Sábado, 13 de Dezembro de 2025

TIM quer substituir torres ‘caras’ a partir de contrato com IHS

O comando da TIM detalhou nesta terça-feira, 4, os objetivos da empresa no acordo para construção de até 3 mil torres ao lado da operadora de infraestrutura IHS. Além de atender clientes corporativos, a empresa também quer substituir torres “caras” a partir do arranjo. A estratégia foi explicada pelo CEO da tele, Alberto Griselli, em coletiva de imprensa.

“Se tivermos uma torre cara, vamos usar nosso contrato [com a IHS] para, caso a negociação com o parceiro atual não ser exitosa, substituir com a torre nova, se ela for mais barata. É uma gestão de custos com dois objetivos: o B2B e uma alternativa para substituição de torres cujo preço é maior que o preço de mercado”, afirmou o executivo.

O acordo com a IHS segue o modelo MAKE (de construção de sites próprios, que pode ocorrer com ou sem auxílio de parceiros) e envolve um mínimo de 500 torres, podendo chegar a até 3 mil. Entre clientes B2B que devem ser atendidos pela estrutura estão empresas do agronegócio e de mineração.

A TIM vem se esforçando há algum tempo para renegociar contratos de torres com operadoras de infraestrutura. A intenção da tele é realizar uma economia financeira na frente de custos de lease (arrendamentos).

Segundo a CFO da TIM, Andrea Viegas, a meta para o ano é manter o crescimento dos custos com arrendamento em linha com a inflação, apesar do aumento de estruturas necessárias para ampliação da rede 5G da empresa (que atingiu mil cidades). No terceiro trimestre os custos de lease somaram R$ 758 milhões, ou 11,3% da receita da TIM.

Também vale lembrar que o Supremo Tribunal Federal (STF) validou neste ano uma lei que derrubou limites mínimos de distância entre torres novas e existentes, movimento considerado uma vitória para as teles.

RAN sharing
Outra frente importante para a TIM na gestão de custos com redes de acessos é a ampliação de acordo de compartilhamento de rede (RAN sharing) com a Vivo, envolvendo serviços 2G, 3G e 4G.

O arranjo foi aprovado pelo Cade com restrições geográficas em outubro, mas ainda depende de aval da Anatel. Em reunião nesta terça-feira, 4, um pedido de vista na agência adiou decisão final sobre o tema.

Segundo o vice-presidente regulatório, de comunicações e ESG da TIM, Mario Girasole, mesmo com as limitações do Cade, o acordo de RAN sharing segue não apenas interessante como também “necessário” para a operadora na busca por maior eficiência na implementação de rede.

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