Domingo, 14 de Dezembro de 2025

TIM avalia aquisições no segmento corporativo, inclusive Oi Soluções

A TIM tem interesse em adquirir empresas de tecnologia como forma de ampliar a atuação no segmento corporativo (B2B), considerado uma das prioridades estratégicas da operadora nos próximos anos. Em paralelo, a companhia também avalia possibilidade de aquisição de contratos da Oi Soluções – negócio este classificado como “desafiador”.

A estratégia foi abordada pelo comando da TIM nesta terça-feira, 4, em coletiva de imprensa e conferência com analistas realizadas após a divulgação de resultados da empresa no terceiro trimestre.

No caso da Oi Soluções, a CFO da TIM, Andrea Viegas, confirmou que a empresa está avaliando o negócio após ser convidada, mas “com muito cuidado”. A executiva notou que outros grupos também consideram a possibilidade de aquisição – que não envolveria infraestrutura da Oi, mas apenas contratos B2B e de atendimento a governos.

Já o CEO da TIM, Alberto Griselli, apontou que a necessidade de avaliar ativos rapidamente é desafiadora para empresas com altos níveis de governança como a tele. A operadora, contudo, sinalizou que o timing da liquidação da Oi pela Justiça não é necessariamente o mesmo que se aplica à negociação envolvendo a Oi Soluções.

Verticais
A TIM também tem estudado adquirir empresas com aplicações, soluções, competências e ativos em verticais de negócios, bem como integradoras de sistemas, apontou Alberto Griselli. Cloud e cibesegurança são algumas das áreas em que a tele gostaria de ampliar o portfólio de ofertas ao segmento corporativo.

“O B2B é uma das das áreas que estamos apostando e o mercado está precisando de soluções tecnológicas para melhorar a produtividade. Nós como operadora não temos legado de incumbente: há algumas capacidades internas que temos e que desenvolvemos […], mas algumas capacidades não temos, por isso temos o plano de natureza inorgânica”.

Hoje, a TIM tem algumas verticais eleitas como prioritárias no mercado B2B: entre elas o agro, a mineração (onde a empresa tem crescido, inclusive com contrato recente com a Vale) e utilities (por exemplo, a partir de 400 mil pontos de iluminação inteligente vendidos no modelo de parcerias).

Outra vertical que a TIM estuda como ganhar mercado é a manufatura, indicou Alberto Griselli nesta terça-feira.

Banda larga
Já na banda larga, a TIM afirmou que segue avaliando todas as oportunidades de negócio, mas minimizando a possibilidade de também competir pela aquisição da Desktop, visada pela Claro.

“A nossa estratégia é um pouco diferente”, afirmou Griselli. No momento, o foco é conseguir melhorias operacionais na unidade de banda larga; nos últimos oito meses, as adições líquidas do TIM Ultrafibra já foram positivas, destacou a empresa.

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