Telefónica divide estrutura na Espanha em B2B, B2C e atacado
A Telefónica, dona da Vivo, anunciou nesta quarta-feira, 30, uma remodelação da sua estrutura operacional na Espanha. A proposta foi apresentada pelo CEO da multinacional, Marc Murtra, e aprovada pelo conselho de administração.
Em linhas gerais, a Telefónica Espanha será reorganizada em três unidades de negócio: B2B, B2C e atacado. Segundo a empresa, o objetivo é expandir as operações corporativas e residenciais, além de acelerar a implementação da Inteligência Artificial (IA), aproveitar sinergias e simplificar as operações.
Os planos ainda incluem ações para fortalecimento dos serviços corporativos e a adoção de estratégias para exportação de serviços digitais.
Em comunicado, a companhia informou que o novo modelo não altera a estrutura jurídica e não muda a relação com o mercado. De todo modo, cada unidade terá uma liderança própria, com mandato adaptado às suas necessidades.
Unidades de negócio
Na Espanha, a unidade B2B vai incorporar integralmente a Telefónica Tech, braço de soluções de TI da operadora. O comando da divisão fica com Borja Ochoa. A Telefónica Tech, apesar da incorporação, ainda terá uma liderança própria sob a gestão de Sofía Collado.
Segundo a multinacional, a unidade dedicada a empresas e administrações públicas terá foco em segurança cibernética, nuvem, dados, IA, Internet das Coisas (IoT), defesa e segurança. A operadora vê a operação corporativa como o seu grande motor de crescimento nos próximos anos.
Já a unidade B2C será liderada por Óscar Candiles. Nesta nova etapa, a companhia quer combinar “o crescimento no mercado doméstico com ambições internacionais”, incluindo, além dos tradicionais serviços de telecomunicações, uma ampliação de portfólio nos segmentos de alarmes, dispositivos conectados, vendas globais de conteúdo e eSIM para viagens.
Por fim, a unidade de atacado, sob a gestão de Marisa Urquía, manterá a responsabilidade pelos negócios da empresa na Espanha com outras operadoras.
As três unidades e a Diretoria de Tecnologia da Informação (CTIO), comandada por Sergio Sánchez, se reportarão diretamente ao diretor de Operações, Emilio Gayo. O mesmo vale para as operações na Alemanha, no Brasil e no Reino Unido.
“O novo modelo organizacional aprovado pelo Conselho destaca as principais capacidades tecnológicas e de negócios da Telefónica Espanha e da Telefónica Tech. Também simplifica nossas funções de suporte para torná-las mais ágeis e eficazes”, afirmou Murtra, em nota.
“A decisão está fortemente alinhada às nossas prioridades operacionais: maior clareza, simplicidade e ambição. Este é um exemplo do tipo de transformação que devemos continuar buscando”, acrescentou o CEO.
