Telebras retoma lucro com reforço de subvenções no segundo trimestre
A Telebras reportou lucro líquido de R$ 29,2 milhões no segundo trimestre deste ano, revertendo parcialmente o prejuízo de R$ 46,6 milhões registrado no mesmo período do ano anterior, de acordo com balanço financeiro divulgado na noite desta sexta-feira, 14.
Os resultados foram impulsionados por um reforço nas subvenções do governo à estatal. No total, a Telebras recebeu R$ 107,3 milhões em auxílio financeiro no segundo trimestre, montante 109,5% superior ao apurado no mesmo período do ano passado.
Com os números, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado da empresa somou R$ 105 milhões, um avanço de 201% na comparação anual. O montante também compensou o resultado negativo de R$ 13,5 milhões do primeiro trimestre.
A margem Ebitda ajustado, na comparação anual, teve um salto de 41,5 pontos percentuais (p.p.), chegando a 73,3%.
Confira os principais números da Telebras no segundo trimestre.
Lucro líquido: R$ 29,32 milhões;
Receita líquida: R$ 143,3 milhões (+30,4%);
Ebtida ajustado: R$ 105 milhões (+201%);
Margem Ebitda ajustado: 73,3% (+41,5 p.p.);
Capex: R$ 29,6 milhões (+97,8%);
Dívida líquida negativa: R$ 570,8 milhões.
Receitas em alta
A Telebras registrou receita líquida de R$ 143,3 milhões no segundo trimestre, alta de 30,4% em relação ao mesmo período do ano passado. “O crescimento anual reflete, primordialmente, o reconhecimento de reajustes contratuais e o ingresso de novos clientes”, afirma a empresa.
O faturamento foi puxado, sobretudo, pelas verticais de banda larga (+16,8%) e aluguéis e locações, de cabos ópticos, roteadores e infraestrutura satelital para a Viasat (+148,3%).
Capex e dívida
Os investimentos da Telebras praticamente dobraram no segundo trimestre na comparação anual (+97,8%), totalizando R$ 29,6 milhões.
A estatal fechou o segundo trimestre com dívida líquida negativa (quando o valor das disponibilidades e aplicações supera o montante da dívida bruta) de R$ 570,8 milhões. O montante representa um avanço de 68,1% ante o apurado no mesmo período de 2025.
“Esse desempenho reflete, principalmente, a redução da dívida bruta em decorrência das amortizações realizadas ao longo do período, aliada à manutenção de elevados níveis de disponibilidades e aplicações financeiras pela Companhia”, informou a empresa.
