Telebras lucra R$ 29,3 milhões no 2T26 após reconhecer subvenções
A Telebras registrou lucro líquido de R$ 29,3 milhões no segundo trimestre de 2026, revertendo o prejuízo de R$ 46,4 milhões apurado no mesmo período do ano passado. O resultado foi acompanhado pelo reconhecimento de R$ 107,3 milhões em subvenções vinculadas ao contrato de gestão firmado com o Ministério das Comunicações.
A receita operacional líquida alcançou R$ 143,3 milhões entre abril e junho, crescimento de 30,4% na comparação anual e de 6,2% em relação ao primeiro trimestre. A estatal atribuiu a expansão ao ingresso de novos clientes e aos reajustes previstos nos contratos.
As subvenções reconhecidas no resultado mais que dobraram diante dos R$ 51,2 milhões registrados no segundo trimestre de 2025. Com isso, as outras receitas operacionais, descontadas as outras despesas, somaram R$ 107,7 milhões no período, ante R$ 51 milhões um ano antes.
O EBITDA ajustado ficou positivo em R$ 105,1 milhões, frente aos R$ 34,9 milhões do 2T25. O indicador também reverteu o resultado negativo de R$ 13,6 milhões registrado nos três primeiros meses de 2026.
Resultado semestral permanece negativo
Apesar do lucro trimestral, a Telebras encerrou o primeiro semestre com prejuízo líquido de R$ 60,3 milhões. O valor representa aumento de 5,1% em relação à perda de R$ 57,3 milhões contabilizada no mesmo intervalo de 2025.
O EBITDA ajustado semestral atingiu R$ 91,5 milhões, queda de 16,1%. A margem EBITDA ajustada recuou de 48,6% para 32,9%. Segundo a estatal, a retração decorreu principalmente do menor volume de subvenções reconhecido no acumulado do ano.
Sem os efeitos das subvenções, o EBITDA ajustado teria sido negativo em R$ 22,9 milhões no primeiro semestre, em comparação com resultado também negativo de R$ 19,7 milhões no mesmo período do ano anterior. Nessa base, a margem seria negativa em 8,2%.
A Telebras reconheceu R$ 114,5 milhões em subvenções no semestre, 11,1% abaixo do 1S25. O contrato de gestão prevê recursos da União para cobrir o déficit relacionado à operação e à manutenção dos ativos e das instalações da companhia.
O fluxo de caixa das atividades operacionais também ficou negativo em R$ 50,9 milhões, ante geração positiva de R$ 109,5 milhões no primeiro semestre de 2025.
Receitas de conectividade e serviços digitais
A receita de Serviços de Comunicação Multimídia, principal fonte operacional da estatal, cresceu 16,2% no semestre e chegou a R$ 227,4 milhões. O avanço decorreu da prestação de serviços a novos clientes e dos reajustes anuais, com destaque para contratos do programa Gesac.
As receitas de serviços de valor adicionado mais que dobraram, passando de R$ 10,7 milhões para R$ 22,1 milhões. Já a rubrica de aluguéis e locações avançou 74,2%, para R$ 23,4 milhões, impulsionada pelo reconhecimento de receitas de um contrato celebrado com a TIM.
A estatal também registrou R$ 5,2 milhões em receitas pela instalação de equipamentos destinados à prestação de serviços de infraestrutura como serviço, ou IaaS, ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes.
Em contrapartida, os custos e as despesas operacionais, sem depreciação e amortização, cresceram 24,9% no semestre e somaram R$ 303,3 milhões. Os gastos com meios de conexão e transmissão aumentaram 33,1%, enquanto as despesas com serviços de terceiros subiram 23,7%.
Os investimentos da Telebras chegaram a R$ 28,4 milhões no primeiro semestre, alta de 71,1% em relação aos R$ 16,6 milhões aplicados no mesmo período de 2025.
