Domingo, 18 de Janeiro de 2026

SpaceX compra espectro e anuncia próxima geração do Starlink Direct to Cell

A SpaceX firmou acordo para adquirir da EchoStar, operadora dos EUS, os espectros AWS-4 e Banda H nos Estados Unidos, além de licenças globais de serviço móvel por satélite (MSS). A transação foi anunciada hoje, 8 de setembro, e está avaliada em aproximadamente US$ 17 bilhões, metade em dinheiro e metade em ações da SpaceX.

O negócio também prevê que a SpaceX assuma US$ 2 bilhões em pagamentos de juros da dívida da EchoStar até novembro de 2027. Em paralelo, as empresas celebraram um acordo comercial de longo prazo para que a Boost Mobile, operadora controlada pela EchoStar, tenha acesso à nova geração do Starlink Direct to Cell.

Primeira geração em operação
O Starlink Direct to Cell começou a ser implantado em janeiro de 2024. Menos de dois anos depois, a SpaceX conta com mais de 600 satélites dedicados, cobrindo cinco continentes e atendendo mais de seis milhões de usuários. O sistema funciona como roaming com redes móveis terrestres, sem necessidade de aparelhos ou aplicativos especiais.

Os satélites orbitam a 360 km de altitude, conectando-se ao restante da constelação Starlink por meio de enlaces a laser. A infraestrutura permite serviços de voz, SMS, dados, além de aplicações de IoT em áreas remotas.

A SpaceX firmou acordos com diversas operadoras, entre elas T-Mobile (EUA), Optus e Telstra (Austrália), Rogers (Canadá), One New Zealand, KDDI (Japão), Salt (Suíça), Entel (Chile e Peru) e Kyivstar (Ucrânia). Em situações de emergência, como furacões e enchentes nos EUA, a tecnologia já foi utilizada para manter milhões de pessoas conectadas e garantir o envio de alertas públicos.

Próxima geração
Com a aquisição do espectro da EchoStar, a SpaceX planeja desenvolver uma nova geração de satélites Direct to Cell, projetados para operar com protocolos 5G. A expectativa é de um aumento de até 20 vezes no throughput por satélite e 100 vezes na capacidade total da rede, oferecendo conectividade móvel comparável ao 5G terrestre.

Segundo a empresa, a arquitetura contará com chip próprio, antenas capazes de milhares de feixes espaciais e suporte ampliado a aplicativos, de redes sociais a serviços de navegação e meteorologia. A integração com a capacidade de lançamento do Starship permitirá colocar múltiplos satélites em órbita em um único voo, acelerando a expansão da cobertura.

A EchoStar informou que a operação deve contribuir para encerrar questionamentos da Comissão Federal de Comunicações (FCC) sobre o baixo uso de suas frequências. A expectativa é de que o fechamento da transação ocorra após as devidas aprovações regulatórias.

As operações atuais da EchoStar, incluindo DISH TV, Sling e HughesNet, não serão impactadas pela transação. Os recursos obtidos serão usados para amortização de dívidas e investimentos em novos projetos. (Com assessoria de imprensa)

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