Sábado, 15 de Agosto de 2026

S&P mantém rating da Brisanet e espera redução da alavancagem

A agência de classificação de risco Standard & Poor’s Global (S&P) reafirmou o rating “braa-” da Brisanet, com perspectiva estável, de acordo com relatório divulgado nesta terça-feira, 30. A nota é a mesma da atribuída em avaliação feita no ano passado.

Segundo a S&P, a Brisanet deve fechar 2026 com pelo menos 1,1 milhão de clientes de telefonia móvel – a marca simbólica de 1 milhão foi atingida em maio. O serviço celular poderia gerar cerca de R$ 265 milhões em receita bruta no consolidado deste ano, chegando a representar 12% do faturamento total.

A expectativa é de que a cifra suba para R$ 350 milhões e R$ 454 milhões em 2027 e 2028, respectivamente. Nos próximos dois anos, de acordo com a projeção, a base do serviço celular deve alcançar 1,8 milhão de clientes.

De todo modo, para a S&P, a banda larga fixa continuará sendo o propulsor de caixa da empresa. A agência espera que a Brisanet encerre 2026 com 1,65 milhão de assinantes, o que deve gerar R$ 1,7 bilhão em receitas.

A projeção é de que a base siga crescendo de forma mais modesta, com alta de 4% a 5% ao ano nos próximos dois anos. Com isso, a receita bruta de banda larga deve alcançar R$ 2 bilhões em 2028.

Investimentos e alavancagem
Na avaliação da S&P, apesar dos compromissos de cobertura dos leilões de espectro, a Brisanet deve reduzir os investimentos neste ano, muito em função do cenário de elevadas taxas de juros.

Para 2026, o capex deve girar em torno de R$ 700 milhões (a projeção anterior era de R$ 900 milhões). Para 2027 e 2028, a agência avalia que os desembolsos somem de R$ 705 milhões a 720 milhões.

Já a alavancagem (dívida líquida ajustada sobre Ebtida) da operadora deve ficar estável neste ano, próxima de 2,5 vezes, em função do capex menor e do aumento no lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebtida).

Contudo, para 2027 e 2028, espera-se que a Brisanet reduza gradualmente a alavancagem para 2,3x e 2x, respectivamente, em função do retorno dos investimentos realizados e da expansão das operações de telefonia móvel e banda larga fixa.

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