Quinta-feira, 13 de Agosto de 2026

S&P mantém rating ‘brAA’ da Algar e projeta elevação de margens

Em análise atualizada sobre as condições de mercado e financeiras da Algar, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s Global (S&P) manteve o rating “brAA” da operadora, com perspectiva estável, após rebaixar a classificação da empresa há exatamente um ano.

“A perspectiva estável reflete nossa expectativa de que a Algar continuará apresentando melhora consistente na rentabilidade nos próximos trimestres, como resultado das medidas de eficiência operacional e do gerenciamento do portfólio de serviços e produtos”, afirma a S&P, em trecho do relatório, divulgado na quinta-feira, 29.

Segundo a agência, a expectativa é de que a operadora sustente margem Ebitda (lucro antes de juros, impostos depreciação e amortização) de 42% a 44% em 2026 e de 43% a 45% em 2027 (a empresa encerrou 2025 com 41,7%).

A melhora ocorreria em função de medidas de eficiência operacional, como aumento da participação de produtos de maior valor agregado nas vendas, ajustes na base de clientes e revisão de atividades de backoffice.

Outro ponto favorável à Algar, na avaliação da S&P, é que a alavancagem (dívida líquida ajustada sobre o Ebitda) “deve permanecer controlada nos próximos dois anos”: em torno de 2,5x e 3x em 2026 e 2027, ante índice de 3x ao final do ano passado.

A agência também projeta dívida bruta estável e diminuição das despesas financeiras, em função da redução gradual das taxas de juros.

A análise estima a geração de fluxo de caixa operacional livre (FOCF, na sigla em inglês) alcançando R$ 300 milhões neste ano e capex em aproximadamente R$ 550 milhões, com os investimentos sendo direcionados a projetos de eficiência operacional, ativação de clientes e manutenção das operações.

Receita puxada pelo B2C
Ainda conforme o relatório, a S&P projeta um crescimento de receita líquida da Algar de 2,5% em 2026, acelerando para 6,5% no ano seguinte. As vendas ao consumidor residencial (B2C), que representam um terço do faturamento da empresa, devem seguir em alta.

“O aumento da receita deve ser impulsionado pelo segmento B2C, com crescimento constante da base de clientes em banda larga e reajustes de preços acima da inflação, em linha com a estratégia de pacotes e rentabilização da base existente”, sinaliza a agência.

Já no segmento corporativo (B2B), responsável por dois terços das receitas da Algar, a expectativa é de estabilidade. Em termos comerciais, a agência indica que a revenda de softwares deve perder espaço no faturamento, sendo compensada por “esforços comerciais no segmento de telecom”, incluindo ampliação da oferta de serviços e soluções integradas, o que deve contribuir para a fidelização de clientes.

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