SES cresce com Intelsat, mas tem prejuízo no primeiro semestre
A operadora de satélites SES encerrou o primeiro semestre de 2026 com receita de 1,602 bilhão de euros. O montante representa uma alta de 63,9% sobre os 978 milhões de euros registrados no mesmo período de 2025. O avanço refletiu principalmente a consolidação integral da Intelsat, incorporada aos resultados do grupo desde julho do ano passado.
Em bases comparáveis, porém, o desempenho foi mais fraco. Considerando a Intelsat como se já estivesse integrada desde janeiro de 2024 e eliminando os efeitos cambiais, a receita caiu 5% na comparação anual. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado recuou 6,2%, para 725 milhões de euros.
Já o resultado líquido ajustado passou de lucro de 77 milhões de euros no primeiro semestre de 2025 para prejuízo de 89 milhões de euros neste ano.
Segundo a companhia, a reversão decorreu principalmente do “aumento das despesas de depreciação e amortização” após a compra da Intelsat, bem como maiores despesas não operacionais.
Presidente-executivo da SES, Adel Al-Saleh afirmou que os resultados ficaram dentro das expectativas, apesar de uma desaceleração no segundo trimestre.
“Embora o desempenho do segundo trimestre tenha ficado abaixo do esperado devido ao adiamento de alguns contratos, estamos onde prevíamos estar ao final do primeiro semestre”, comentou. Segundo ele, a empresa também projeta uma recuperação da atividade na segunda metade do ano.
Negócios
A maior parte da receita no primeiro semestre veio da divisão de redes, que respondeu por 1,018 bilhão de euros, ou 64% do faturamento total. Essa unidade reúne as atividades de mobilidade, serviços governamentais e de defesa e conectividade fixa por satélite.
Dentro da divisão de redes, mobilidade apresentou receita de 421 milhões de euros, enquanto governo e defesa somaram 381 milhões de euros. A área de dados fixos teve faturamento de 216 milhões de euros.
Já a área de mídia gerou os 571 milhões de euros restantes, equivalentes a 36% da receita da SES.
Projeções
A companhia manteve as projeções para 2026. Em bases comparáveis e com câmbio constante, a SES prevê estabilidade anual tanto da receita quanto do Ebitda ajustado.
Os investimentos devem ficar em torno de 700 milhões de euros, incluindo gastos relacionados ao projeto europeu IRIS² e à primeira fase da futura rede de média órbita meoSphere.
A SES também encerrou junho com dívida líquida ajustada de 6,222 bilhões de euros e alavancagem de 4,4 vezes o Ebitda ajustado, acima das 3,9 vezes registradas ao fim de 2025. A empresa reiterou a meta de reduzir esse indicador para três vezes ou menos e informou que continuará buscando sinergias de custos após a integração da Intelsat.
Principais dados
Resultados Globais (Primeiro Semestre)
Receita Total: 1,602 bilhão de euros (alta expressiva de 63,9% em relação aos 978 milhões de euros do mesmo período de 2025, impulsionada pela consolidação da Intelsat).
Receita em bases comparáveis: Queda de 5% na comparação anual (calculada como se a Intelsat já estivesse integrada desde janeiro de 2024 e eliminando efeitos cambiais).
Ebitda Ajustado: 725 milhões de euros (recuo de 6,2% em bases comparáveis).
Resultado Líquido Ajustado: Prejuízo de 89 milhões de euros (revertendo o lucro de 77 milhões de euros apurado no primeiro semestre de 2025).
Desempenho por Divisões de Negócios
Divisão de Redes: Faturamento de 1,018 bilhão de euros (representando 64% da receita total).
Mobilidade: 421 milhões de euros.
Governo e Defesa: 381 milhões de euros.
Dados fixos: 216 milhões de euros.
Divisão de Mídia: Faturamento de 571 milhões de euros (equivalente a 36% da receita total).
Investimentos, Dívida e Projeções
Investimentos (Capex) projetados para 2026: Cerca de 700 milhões de euros.
Dívida Líquida Ajustada: 6,222 bilhões de euros ao fim de junho.
Alavancagem: 4,4 vezes o Ebitda ajustado (aumento em relação às 3,9 vezes registradas no final de 2025). A meta da empresa é reduzir o indicador para 3 vezes ou menos.
Projeção (Guidance) para 2026: Previsão de estabilidade anual tanto na receita quanto no Ebitda ajustado (em bases comparáveis e com câmbio constante).
