RJ tem quase 60 torres de telefonia ‘sequestradas’ pelo crime
O estado do Rio de Janeiro conta com 59 torres (sites) de telefonia móvel sequestradas pelo crime organizado, calcula a Associação Brasileira de Infraestrutura para Telecomunicações (Abrintel).
Os números foram revelados nesta terça-feira, 5. Um dirigente da Abrintel destacou que ao contrário da intervenção que busca sequestrar redes para a prestação do telecom de forma clandestina, nestes casos o objetivo de criminosos é evitar a oferta do serviço.
Um caso emblemático citado pela associação ocorre em São Gonçalo (RJ), onde uma área de aproximadamente 12 km conta com quatro torres de telefonia atualmente sequestradas. A região inclui o bairro de Jardim Catarina, considerado um dos maiores loteamentos do País.
“Uma das operadoras já não tem sinal lá, e já aconteceu do técnico entrar, perder todo material, o carro e ter que sair a pé, agradecendo que saiu de lá com vida”, lamentou o porta-voz da Abrintel.
No cenário, a manutenção em torres sequestradas só é possível com suporte de operação policial ou de segurança privada para acessar o site, apontou a entidade das empresas de torres.
Adensamento
O cenário de insegurança também deve comprometer a expansão do 5G nas localidades dominadas pelo crime, avalia a Abrintel.
Como a tecnologia exige mais adensamento de antenas que as gerações anteriores (como 3G e 4G), o impedimento para instalação e manutenção de novas torres deve impedir a consolidação da tecnologia de quinta geração nas geografias afetadas.
