Sexta-feira, 7 de Agosto de 2026

Rimini Street enxerga Brasil como Hub digital e projeta expansão para 1.000 colaboradores, diz CEO

Em entrevista para a TI Inside, o CEO da Rimini Street, Seth Ravin, destaca a importância do Brasil para o crescimento e futuro da companhia como um hub digital fora dos EUA. Além da projeção de expansão para 1.000 colaboradores “no futuro próximo”, Ravin destaca a natureza “early adopter”, a proximidade com a cultura e a praticidade de fuso horário.

O executivo aponta que o país foi essencial para o crescimento de 1,2% na receita e 16,4% de RPO da empresa no primeiro trimestre de 2026. “O Brasil atingiu números recordes, contribuiu bastante. Acho que a região vai continuar sendo muito, muito importante para nós. Tem sido assim, e é por isso que continuamos a analisar a dimensão do investimento. Meu objetivo é ser o provedor de serviços de TI número um, começando pelo Brasil”, afirma. Ravin acrescenta que a Rimini planeja contratar 700 colaboradores e atingir a marca de 1.000 no solo nacional.

Na visão do CEO, o Brasil está consolidado como hub digital da Rimini na América Latina e serve como um núcleo de operações fundamental para suporte à América do Norte. “O Brasil está se tornando o centro de um grande polo tecnológico. O talento está aqui e o fuso horário coincide com o dos Estados Unidos, torna mais prático. A conectividade e as redes de telefonia são perfeitas. Tudo é perfeito. Os dados são perfeitos. E, assim, o Brasil está se tornando o polo norte-americano, e é nisso que estamos investindo aqui”, explica.

Outro ponto destacado pelo executivo é a falta compreensão das empresas sobre como extrair valor das soluções de IA. Ravin ressalta que cerca de 70% das implementações de IA falham por “pensar grande demais”. “As pessoas precisam parar de pensar grande demais e pensar nos pequenos problemas. Resolvam um problema de cada vez e comecem definindo bem as prioridades. Entenda o que você quer resolver e se o custo da implementação vale a pena. É preciso estabelecer prioridades, passar por esses processos e, no final, o resultado será uma lista de projetos excelentes nos quais eles possam realmente agregar valor e que sejam adequados para um agente”, aponta.

Ravin traz que o futuro do ERP não está, necessariamente, na IA e sim na segurança e governança. “Quando terminarmos a época de ensino e começarmos a pensar em colocá as soluções em produção, é preciso estar em conformidade com as normas de segurança. É melhor que não representem um risco à segurança e que saibamos como gerenciá-los. Essa é a próxima fase. Não podemos garantir a segurança sem monitorá-la. Vamos precisar evoluir e amadurecer nesse sentido.”

Por fim, o CEO afirma que a Rimini Street aposta na formação de talentos “nativos em IA” e na continuidade da redução de custos operacionais para liberar capital para a inovação para o futuro, com o Brasil como centro. “Eu acho que é um futuro muito grande. O Brasil oferece suporte para outras regiões, então é um hub fundamental. É preciso abaixar os custos para sobreviver neste mercado e o nosso objetivo é ser o parceiro que ouve o cliente, não apenas alguém que empurra projetos de IA”, conclui o executivo.

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