Sábado, 13 de Junho de 2026

Revolução na internet por satélite para celular põe País na rota de investimentos

O Brasil está na rota de investimentos do mercado de internet por satélites que movimenta bilhões de dólares ao redor do mundo. Gigantes internacionais estão se preparando para crescer por meio da nova tecnologia direct to device, ou D2D, que oferece internet rápida diretamente nos celulares, inclusive em áreas remotas, não atendidas pelas operadoras tradicionais. O D2D tem potencial de atrair muitos mais clientes, sem depender de roteadores, antenas ou redes terrestres. Essa nova modalidade pode chegar ao consumidor já em 2027. No País, há duas empresas mais avançadas no páreo do D2D. A AST Space Mobile, do Texas, listada na Nasdaq, e a Starlink, empresa de internet por satélites de Elon Musk.

O mercado de internet por satélites está movimentando bilhões de dólares ao redor do mundo, com as gigantes internacionais se preparando para crescer por meio de uma nova tecnologia. Trata-se da modalidade conhecida como direct to device, ou D2D, que oferece internet rápida diretamente nos celulares. O Brasil está na rota desses investimentos, que podem chegar ao consumidor já em 2027 (mais informações na pág. B2).

Esta é uma nova fase para o setor, que até aqui comercializou internet por satélite como uma espécie de banda larga fixa, dependente de roteadores em solo. O D2D tem potencial de atrair muitos mais clientes, sem depender de roteadores, antenas ou redes terrestres. Também deve ajudar a cobrir áreas remotas não atendidas pelas operadoras tradicionais, além de situações de emergências e desastres naturais, em que a infraestrutura em solo sofre panes.

De olho nesse mercado, a Amazon fechou há poucos

“O D2D está saindo de algo experimental para algo mais comercial. Tem mais de uma dezena de países já utilizando a tecnologia” Mauro Wajnberg Presidente da Abrasat

dias a compra da Globalstar, um negócio de US$ 11,6 bilhões (cerca de R$ 58 bilhões). Com essa aquisição, a rede de satélites da Amazon poderá oferecer conexões diretas de internet para celulares e demais dispositivos móveis, como tablets e computadores.

Outra grande tacada foi a da Starlink, empresa de internet por satélites de Elon Musk. Em setembro passado, ela acertou a compra da Echostar por US$ 17 bilhões (perto de R$ 90 bilhões). A Echostar detém frequências para D2D em diversos países, inclusive no Brasil.

No mundo, esses serviços estão em pouco mais de uma dezena de países, mas a maioria em fase experimental, porque a cobertura ainda não é grande o suficiente para a conexão funcionar sem interrupções. Os planos comerciais ainda têm um alcance pequeno, mas devem ganhar escala nos próximos meses.

“O D2D está saindo de algo experimental para algo mais comercial. Tem mais de uma dezena de países já utilizando o D2D”, afirmou o presidente da Abrasat, Mauro Wajnberg, durante o Painel Telebrasil, organizado pela Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil). “Tem algo realmente mudando nessa dinâmica.”

BRASIL NA ROTA. No Brasil, há duas empresas mais avançadas no páreo do D2D. A AST Space Mobile, do Texas, listada na Bolsa americana Nasdaq, acaba de receber autorização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para atuar no setor. A outra é a Starlink, que protocolou, em fevereiro, um pedido oficial do mesmo gênero ao órgão regulador, conforme apurou o Estadão/Broadcast.

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