Quinta-feira, 8 de Outubro de 2026

Qualcomm defende padrões técnicos globais no mercado de IoT brasileiro

Em contribuição à tomada de subsídios sobre Internet das Coisas (IoT) e comunicação máquina a máquina (M2M) da Anatel, a fabricante de chipsets Qualcomm defendeu a adoção de padrões técnicos globais para o desenvolvimento desse mercado no Brasil.

Na avaliação da empresa, a padronização reduz custos, aumenta a interoperabilidade entre dispositivos e redes e amplia as economias de escala.

“Determinadas dificuldades de interoperabilidade e padronização podem limitar ou retardar a introdução de novas soluções M2M/IoT, especialmente quando diferentes componentes da solução precisam operar de forma coordenada ao longo de seu ciclo de vida”, afirma a companhia.

A Qualcomm ainda sinaliza que as especificações desenvolvidas no âmbito do 3GPP têm favorecido requisitos de conectividade, como compatibilidade e previsibilidade tecnológica. Além disso, salienta que padrões globais também facilitam o desenvolvimento de produtos destinados a diversos mercados, reduzindo a necessidade de adaptações e contribuindo para ciclos mais céleres de inovação.

“Em mercados caracterizados por cadeias de valor globais, a convergência em torno de padrões internacionais tende a reduzir fragmentação tecnológica e facilitar a introdução de novos produtos e serviços”, sustenta a empresa.

Ainda em sua reivindicação pela adoção de padrões globais no mercado brasileiro, a Qualcomm aponta que soluções de IoT tendem a se beneficiar desse modelo ao garantir que dispositivos de diferentes fornecedores, tanto hardware quanto software, funcionem “perfeitamente juntos”.

“Padrões abertos e orientados por consenso promovem a inovação, ampliam oportunidades e ajudam a garantir condições equitativas para todos os participantes”, afirma a companhia norte-americana.

Nesse sentido, a Qualcomm pondera que a ausência de um padrão técnico dominante não é uma barreira para o mercado. Contudo, ressalta que a fragmentação pode aumentar uma variedade de custos, incluindo os de desenvolvimento, integração, testes e certificação.

“Além disso, a fragmentação técnica limita a capacidade de reutilizar produtos em diferentes mercados, reduz a escolha dos fornecedores e impede que produtos especializados de IoT atinjam a escala necessária para a viabilidade comercial”, pontua.

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