Sexta-feira, 10 de Julho de 2026

Pós-pago vai puxar expansão da telefonia móvel até 2032, projeta S&P

Principal responsável pelo crescimento do serviço de telefonia móvel, a modalidade pós-paga deve continuar crescendo nos próximos sete anos. É o que indica um relatório da Standard & Poor’s Global (S&P) divulgado nesta semana sobre o mercado celular brasileiro.

A agência aponta que, entre 2025 e 2032, o total de assinaturas de telefonia móvel deve registrar uma taxa de crescimento anual composta (CAGR, na sigla em inglês) de 0,4%.

A S&P avalia que a tendência de expansão dos planos pós-pagos deve se manter, inclusive, por meio da migração de usuários pré-pagos para a modalidade de fatura mensal.

O relatório lembra que o Brasil encerrou o ano de 2025 com 216,5 milhões de chips de telefonia móvel ativos – sem considerar conexões máquina a máquina (M2M). Desse total, 56,4% (122,3 milhões) eram assinaturas pós-pagas, modalidade que cresceu 7,4% ante o total apurado no ano anterior.

Conforme mostrou TELETIME, com base em dados divulgados pela Anatel, Claro (+7,4%), TIM (+6%) e Vivo (+5,7%) ampliaram as bases pós-pagas no ano passado. Das três grandes operadoras nacionais, apenas a TIM ainda tem mais clientes pré-pagos do que pós-pagos na telefonia móvel (novamente, sem considerar IoT e M2M).

Para a S&P, o avanço do pós-pago vai contribuir para ampliar a penetração da telefonia móvel em relação à população brasileira até 2032, ainda que a necessidade de ter chips de mais de uma operadora para reduzir custos venha diminuindo.

“Esse crescimento implica uma taxa de penetração de 102,7% até o final do período, indicando um mercado mais maduro, onde as menores taxas de interconexão entre as redes de diferentes operadoras significam que os consumidores não precisam mais ter várias linhas para fazer chamadas mais baratas dentro da mesma rede”, sustenta o relatório.

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