OpenCDN chega a 1 Tbps e avança na descentralização de tráfego no Brasil
O OpenCDN, projeto do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), atingiu a marca de 1 Tbps de tráfego total, segundo a entidade. O volume representa a quantidade de dados entregue localmente por meio da infraestrutura compartilhada da iniciativa.
Criado para descentralizar a distribuição de conteúdos digitais, o OpenCDN permite que redes de distribuição de conteúdo (CDNs) instalem servidores de cache em data centers parceiros conectados aos Pontos de Troca de Tráfego (IX.br). Esses servidores armazenam cópias de conteúdos e reduzem a necessidade de tráfego por enlaces de longa distância.
“O OpenCDN ataca um problema estrutural da rede no país: a concentração de conteúdos em poucos grandes centros, como São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza”, disse o gerente de projetos e desenvolvimento do NIC.br, Antonio M. Moreiras. “Essa descentralização reduz a latência e os congestionamentos, além de melhorar a estabilidade da conexão em horários de pico, aumentando de forma perceptível a qualidade da experiência dos usuários”, comentou.
Redução de custos
A entidade afirmou ainda que a entrega local de tráfego reduz custos para provedores de acesso, ao diminuir a contratação de trânsito IP e transporte de longa distância. Considerando valores de mercado entre R$ 0,80 e R$ 3 por Mbps, a economia potencial agregada varia entre R$ 9,6 milhões e R$ 36 milhões por ano.
O OpenCDN começou a operar em 2018, com um piloto em Salvador, e atualmente está presente em cidades como Manaus, Brasília, Belo Horizonte, Recife, Caruaru, Feira de Santana, Belém e Goiânia. Segundo o NIC.br, há previsão de expansão para Campo Grande “em breve”.
