Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2026

Oi conclui processo de digitalização de interconexões

A Oi comunicou nesta segunda-feira, 3, a conclusão de um processo de digitalização de suas interconexões com outras operadoras, após a migração de estruturas de tráfego de voz e dados para plataformas digitais.

Com o movimento, a empresa passa a operar as interconexões “com topologia mais simples e menos pontos de conexão, permitindo maior integração com diferentes operadoras e mais estabilidade e rapidez nas transmissões”. Como antiga concessionária de telefonia fixa, a Oi exerce papel central na interconexão entre operadoras.

A empresa relata que a digitalização exigiu um extenso trabalho técnico em diversas regiões do Brasil. Ele incluiu a substituição de equipamentos legados por soluções baseadas em tecnologia IP e sistemas de última geração, envolvendo 258 operadoras em 27 estados, com mais de 4.325 rotas migradas.

“Na prática, o modelo de telefonia fixa baseado em cabos e conexões tradicionais de cobre foi substituído por uma plataforma digital hospedada em nuvem, chamada UCS. Essa solução substitui a linha fixa convencional de cobre por uma linha fixa que utiliza a Internet como meio de transmissão”, explicou a tele em recuperação judicial.

“Embora o processo tenha incluído a retirada da antiga infraestrutura de cobre – que envolve mais de 370 mil km de cabos e 80 mil estações –, o grande marco está na consolidação da rede em apenas duas estações digitais, localizadas no Rio de Janeiro e em Minas Gerais”, afirmou a empresa.

Orelhões
Segundo a Oi, a mudança de arquitetura também atingiu os antigos orelhões, que passaram por uma importante atualização tecnológica em diversas localidades do País.

“Em parceria com a empresa americana Hughes, a Oi migrou o serviço para operação via satélite, garantindo conectividade em mais de 7 mil pontos, sobretudo em comunidades remotas que ainda dependem da telefonia fixa como recurso essencial de comunicação”, detalhou a tele.

Gestão judicial
O processo de digitalização foi coordenado pela gestão judicial da Oi, nomeada pela 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro no final de setembro; na mesma ocasião, a Justiça decretou a liquidação provisória da empresa, a suspensão das obrigações extraconcursais e a transição de serviços essenciais prestados pela operadora.

No último dia 30 de outubro, a decisão foi prorrogada por 10 dias, dando mais prazo para a definição sobre a liquidação integral da Oi.

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