Sexta-feira, 10 de Julho de 2026

MVNOs de Internet das Coisas projetam ampliação de mercado com 700 MHz

O leilão da faixa de 700 MHz, que deve ampliar a cobertura 4G pelo território nacional, é visto como uma oportunidade para expandir o mercado de Internet das Coisas (IoT) no Brasil, avaliam empresas que atuam no segmento.

As operadoras móveis virtuais (MVNOs) Eseye, NLT Telecom e Surf emitiram comunicado conjunto defendendo que a faixa pode melhorar as condições estruturais para projetos de IoT que dependem de cobertura mais ampla, maior penetração de sinal e continuidade operacional.

Agronegócio, logística, utilities, meios de pagamento, rastreamento, cidades inteligentes e infraestruturas críticas são alguns setores que devem se beneficiar desse movimento, apontam as empresas.

“A liberação definitiva da faixa de 700 MHz representa mais do que um avanço de cobertura. Para o mercado de IoT, ela pode ampliar a previsibilidade operacional dos projetos, reduzir barreiras de implantação e criar condições para conectar, com mais consistência, dispositivos que estão fora dos grandes centros ou em operações de alta criticidade”, afirma Ana Carolina Bussab, CEO da Eseye no Brasil.

“Isso é especialmente relevante quando falamos de infraestrutura distribuída, mobilidade, telemetria, meios de pagamento e monitoramento remoto”, complementa.

Modernização do parque de dispositivos
As MVNOs também afirmam que o mercado de IoT já opera em uma lógica de modernização progressiva, se preparando para o desligamento das redes legadas 2G e 3G, de modo a investir em dispositivos mais preparados para 4G e tecnologias superiores.

“O Brasil entra em uma etapa importante de maturidade para IoT. Quando a cobertura melhora e o ecossistema consegue integrar diferentes camadas de conectividade, abre-se uma oportunidade concreta para acelerar projetos em setores que exigem continuidade, capilaridade e segurança”, ressalta Fabio Ribeiro, CEO da NLT Telecom.

Já na avaliação de Yon Moreira, sócio fundador da Surf Telecom, a faixa de 700 MHz deve melhorar a relação entre capilaridade e estabilidade dos serviços de IoT.

“Em operações M2M e IoT de grande escala, não basta ampliar cobertura. É necessário combinar eficiência espectral, estabilidade, capacidade de suportar grandes volumes de acessos e integração consistente com plataformas de gestão e operação. Esse cenário favorece modelos em que a conectividade local se integra a uma camada global de orquestração”, pontua Moreira.

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