Sexta-feira, 9 de Outubro de 2026

Mambo WiFi lança verticais em segurança e monetização

Durante muito tempo, oferecer Wi-Fi corporativo significava essencialmente disponibilizar acesso à internet. A evolução das redes, o crescimento do número de dispositivos conectados e a digitalização dos ambientes empresariais mudaram esse cenário.

A conectividade passou a ocupar uma posição estratégica dentro das organizações: é por ela que circulam usuários, dispositivos, dados e serviços. Ao mesmo tempo em que precisa ser simples e eficiente, a rede precisa identificar quem e o que está conectado, aplicar políticas de acesso, contribuir para a proteção do ambiente e, cada vez mais, ser capaz de gerar inteligência e retorno para quem investiu na infraestrutura.

É a partir dessa mudança que a Mambo WiFi passa a apresentar ao mercado uma atuação mais ampla, organizada em torno de uma jornada que reúne Conectar e Proteger, Engajar e Monetizar.

A empresa chega a esse novo momento com uma base já estabelecida: são cerca de 45 mil pontos de acesso ativos em todo o Brasil, mais de 30 milhões de usuários cadastrados e aproximadamente 350 mil autenticações processadas diariamente.

Mais do que lançar produtos isolados, a estratégia agora é integrar capacidades desenvolvidas ao longo dos últimos anos e ampliar a atuação principalmente em duas áreas: segurança das redes conectadas e monetização da conectividade.

“Durante muito tempo o mercado conheceu a Mambo principalmente pelas soluções de Wi-Fi, autenticação e captive portal. Mas a tecnologia que fomos construindo ao redor da conectividade avançou muito além disso. Hoje conseguimos atuar desde o controle e a proteção da rede até a geração de inteligência e novas receitas sobre essa mesma infraestrutura”, afirma Katie Pierozzi, CEO da Mambo WiFi.

Da autenticação à segurança da rede
A expansão da quantidade de dispositivos conectados aumentou também a superfície que precisa ser administrada pelas áreas de tecnologia.

Computadores e smartphones dividem a rede com câmeras, sensores, televisores, equipamentos de automação, dispositivos IoT e, em determinados ambientes, equipamentos operacionais e industriais. Identificar esses ativos e controlar como cada um deles pode acessar a rede tornou-se parte importante da estratégia de segurança.

O cenário de ameaças amplia essa preocupação. Dados do FortiGuard Labs apontam que o Brasil registrou 753,8 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos em 2025. Foram ainda 187,5 milhões de atividades relacionadas à distribuição de malware, crescimento de 535% sobre o ano anterior, além de 89 milhões de atividades associadas a botnets.

Nesse ambiente, redes sem políticas adequadas de autenticação, segmentação, controle e visibilidade podem ampliar a superfície de exposição das organizações.

A Mambo vem expandindo sua atuação justamente nessa camada que conecta rede, identidade e segurança.

Seu portfólio reúne recursos como Cloud NAC, autenticação e gestão de identidade, políticas de acesso, filtro DNS, identificação de ativos conectados e recursos voltados à proteção e controle de dispositivos IoT.

O objetivo não é substituir todo o ecossistema tradicional de cybersecurity de uma organização, mas atuar em um ponto cada vez mais relevante: a segurança de tudo aquilo que se conecta à rede.

“Conectividade e segurança deixaram de ser assuntos separados. Não basta saber que existe um dispositivo conectado. É preciso entender quem ou o que ele é, qual acesso deve possuir e como se comporta dentro daquele ambiente. É nessa convergência entre conectividade, identidade e segurança que estamos ampliando nossa atuação”, explica Katie.

Para aumentar a profundidade técnica dessa oferta, a Mambo mantém parceria estratégica com a Future, especializada em segurança, incorporando novas tecnologias e competências ao ecossistema oferecido a clientes e parceiros.

A estratégia também preserva uma característica histórica da Mambo: operar de forma independente da infraestrutura física. Atualmente, suas soluções são compatíveis com mais de 20 fabricantes e dezenas de modelos de equipamentos e controladoras, firewalls e afins, permitindo que empresas adotem novas camadas de inteligência e segurança sem necessariamente substituir os equipamentos de rede já instalados.

Da conectividade como custo à conectividade como ativo
A segunda grande frente de expansão está do outro lado dessa equação: como gerar valor econômico a partir de uma infraestrutura que as empresas já possuem.

Uma rede de conectividade reúne três ativos relevantes: infraestrutura instalada, tráfego e relacionamento com usuários. A estratégia de monetização da Mambo busca criar modelos de negócio sobre esses ativos.

Uma das frentes é o Wi-Fi Retail Media, utilizando o Wi-Fi como um novo ponto de contato entre marcas, estabelecimentos e consumidores.

A autenticação permite, mediante as regras aplicáveis de privacidade e proteção de dados, construir audiências e jornadas de comunicação associadas ao ambiente físico. Shoppings, aeroportos, transportes, redes de varejo, eventos, hospitais e outros ambientes com grande circulação passam a contar com mais um canal digital para comunicação, campanhas e ativação de marcas.

Para estruturar comercialmente essa vertical, a Mambo firmou parceria estruturada com a Logan, especializada em mídia e marketing. A iniciativa combina a tecnologia e a capilaridade da Mambo com a experiência da Logan de inteligência na estruturação e comercialização de projetos de mídia.

A proposta é permitir que redes que tradicionalmente representam apenas uma despesa de infraestrutura possam também participar da geração de receita.

Mas a estratégia de monetização vai além da publicidade.

Monetizar também significa transformar Wi-Fi em infraestrutura de telecomunicações
Outra possibilidade está na utilização da capacidade disponível das redes Wi-Fi para transportar tráfego de telecomunicações.

Tecnologias como Passpoint e Wi-Fi offload permitem que dispositivos migrem de maneira automatizada entre redes móveis e redes Wi-Fi compatíveis. Esse modelo pode reduzir a pressão sobre redes celulares ao mesmo tempo em que cria uma oportunidade de remuneração para quem possui infraestrutura Wi-Fi instalada.

A Mambo vem avançando nessa frente inclusive por meio da joint venture Mambo-Helium, iniciativa que conecta redes Wi-Fi à um modelo de infraestrutura descentralizada.

Nesse cenário, provedores, operadores de infraestrutura e empresas com redes distribuídas podem deixar de enxergar seus access points apenas como equipamentos destinados aos próprios usuários e passar a tratá-los também como ativos capazes de transportar tráfego de terceiros e gerar receita.

Para ISPs, integradores e empresas de telecomunicações, abre-se uma nova discussão sobre o papel do Wi-Fi dentro da arquitetura de conectividade.

A mesma infraestrutura pode, portanto, cumprir diferentes funções: conectar usuários, proteger acessos, gerar relacionamento e dados, veicular mídia e transportar tráfego de telecomunicações.

É essa convergência que sustenta o novo posicionamento da Mambo.

Engajamento conecta as duas pontas
Entre segurança e monetização permanece uma área que acompanha a Mambo desde suas origens: a capacidade de transformar conectividade em relacionamento.

Captive Portal, jornadas de autenticação, gestão de consentimentos, comunicação com usuários, analytics e integrações permitem que uma conexão anônima se transforme, quando aplicável e autorizado, em uma interação identificada e mensurável.

Essa camada de Engajamento funciona como elo entre os demais pilares.

Na entrada, a rede precisa conectar e proteger. A partir daí, pode gerar inteligência sobre sua utilização e criar canais de relacionamento. Finalmente, essa infraestrutura e essas audiências podem sustentar novos modelos de negócio.

Conectar e Proteger. Engajar. Monetizar.

Mais do que uma assinatura de comunicação, os três pilares representam a forma como a Mambo pretende organizar seu portfólio e suas novas frentes de crescimento.

Ecossistema também será levado ao canal de parceiros
A ampliação do posicionamento também estará ligada à estratégia de canais.

O Mambo Partners foi estruturado para ISPs, integradores, operadoras, empresas de tecnologia e outros parceiros que desejem incorporar ao próprio portfólio soluções de conectividade, segurança, engajamento e monetização sem desenvolver internamente toda essa camada tecnológica.

A estratégia é permitir que parceiros participem das diferentes etapas da cadeia: implantação e gestão de conectividade, segurança de redes, projetos de relacionamento com usuários e novos modelos de monetização.

Para a Mambo, essa capilaridade será uma das bases da próxima etapa de crescimento da empresa.

Futurecom marca apresentação do novo posicionamento
A companhia apresentará esse posicionamento de forma ampla durante a Futurecom 2026, que acontece de 6 a 8 de outubro, no São Paulo Expo.

Com estande próprio, a Mambo pretende utilizar o evento para demonstrar suas soluções, apresentar as novas verticais de Segurança e Monetização e ampliar o relacionamento com operadoras, ISPs, integradores e clientes corporativos.

“A Futurecom representa bem o mercado com o qual queremos conversar nesta nova etapa. Não estamos abandonando nossa origem em Wi-Fi. Estamos fazendo exatamente o contrário: mostrando quanto valor pode ser construído a partir da conectividade quando segurança, inteligência e novos modelos de negócio passam a fazer parte da mesma estratégia”, afirma Katie Pierozzi.

Depois de uma década desenvolvendo tecnologia para ambientes conectados, a Mambo quer ampliar a percepção sobre o papel que ocupa nessa cadeia.

O Wi-Fi continua sendo o ponto de partida. Mas o negócio passa a estar cada vez mais em tudo aquilo que pode ser construído sobre ele.

Sobre a Mambo WiFi
Fundada em 2016, a Mambo WiFi é uma empresa brasileira de tecnologia especializada em conectividade inteligente. Com mais de 45 mil pontos de acesso ativos, 30 milhões de usuários cadastrados e cerca de 350 mil autenticações diárias, desenvolve soluções para autenticação e gestão de redes Wi-Fi, segurança de acesso e dispositivos conectados, engajamento, analytics e monetização da conectividade.

A empresa atende provedores de internet, operadoras, integradores, varejo, educação, governos, mobilidade e grandes ambientes de circulação, com tecnologia compatível com diferentes fabricantes de infraestrutura de rede.

Sua atuação está organizada nos pilares Conectar e Proteger, Engajar e Monetizar, transformando a conectividade em uma camada estratégica para segurança, relacionamento e geração de novos negócios.

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