Investimentos em telecom devem cair 2% no mundo em 2026, diz Dell’Oro
Os investimentos globais em telecomunicações devem registrar queda de 2% neste ano, de acordo com estimativa da consultoria especializada Dell’Oro.
Apesar da baixa pontual neste ano, a projeção para o capex mundial é de alta de 1% até 2030 a uma taxa de crescimento anual composta (CAGR, na sigla em inglês).
Conforme relatório divulgado nesta quinta-feira, 2, as receitas das operadoras devem crescer cerca de 2% em termos de CAGR no mesmo período. Com isso, a Dell’Oro vê a relação entre capex e receita próxima de 14% até 2029.
A consultoria ainda aponta que a intensidade de capital em redes sem fio deve girar em torno de 11% em 2029, percentual que representa uma queda de sete pontos percentuais em relação ao pico do 5G.
“As operadoras continuam otimistas em relação à visão de longo prazo para a rede, principalmente porque a IA [Inteligência Artificial] impulsiona a nova demanda, mas, no curto prazo, estão adotando uma postura mais cautelosa, com muitas planejando moderar os investimentos de capital”, resume Stefan Pongratz, vice-presidente da Dell’Oro.
Resultados de 2025
O relatório da Dell’Oro também mostra que os investimentos em telecom ficaram estáveis em 2025 – segundo a consultoria, o levantamento é feito com cerca de 50 grupos econômicos que representam aproximadamente 80% do capex global do setor.
A consultoria ainda indica que a relação entre despesas de capital e receitas de equipamentos de telecom também permaneceu estável no ano passado. O monitoramento é feito com base nas seguintes linhas de equipamentos: acesso de banda larga; transporte de micro-ondas e óptico; core de rede móvel; rede de acesso via rádio (RAN); e roteador e switch de provedores de serviços.
Nuvem ajuda fornecedores
Em comunicado, a Dell’Oro lembra que a receita dos fabricantes de equipamentos teve alta de 4% em 2025.
A consultoria avalia que a expansão mais forte dos equipamentos em comparação ao capex de telecom pode ser explicada pelo impulso dos provedores de nuvem, que foram responsáveis pela metade do crescimento das receitas com equipamentos.
