Indústria móvel está pronta para implantação em 6 GHz, diz GSMA
A indústria móvel está pronta para fornecer equipamentos e soluções para a implantação em larga escala de redes na faixa superior de 6 GHz (6,425 GHz a 7,125 GHz), segundo afirmou a GSMA em carta nesta segunda-feira, 7.
De acordo com a organização global que representa os interesses de operadoras de telefonia móvel, mais de 60 empresas, entre operadoras, fabricantes de dispositivos e chipsets e fornecedores de equipamentos de rede, apoiam a posição e reforçam o pedido de disponibilização de parte do espectro para serviços móveis.
“Estamos prontos para colocar o espectro superior de 6 GHz para trabalhar para consumidores e empresas em todo o mundo”, afirmou em comunicado o diretor-geral da GSMA, Vivek Badrinath.
No Brasil, a Anatel tem no planejamento realizar um leilão da parte superior do 6 GHz até 2028 e iniciou consulta pública nesta terça-feira, 8, sobre edital do leilão. As principais operadoras, por sua vez, defendem cautela quanto ao momento da licitação, que por elas ficaria apenas para 2030.
GSMA
Com o ecossistema global considerado pronto, a GSMA pediu que governos e reguladores do mundo incluam integralmente a faixa superior de 6 GHz em seus planejamentos de espectro e permitam seu uso por redes móveis de macrocélulas em alta potência.
O objetivo, segundo a entidade, é dar previsibilidade aos investimentos das operadoras e preparar a expansão do 5G-Advanced e a futura implantação do 6G.
A entidade diz que países que representam mais de 80% da população mundial já apoiam o uso móvel da faixa, após sua harmonização na Conferência Mundial de Radiocomunicações de 2023 (WRC-23).
A associação argumenta que os 700 MHz disponíveis na faixa superior podem ampliar a capacidade das redes diante do crescimento do tráfego de dados, especialmente em grandes centros urbanos. O espectro também permitiria canais de 200 MHz a 400 MHz, apontados pela GSMA como necessários na era do 6G.
“Decisões de espectro oportunas e favoráveis ao investimento são necessárias para dar às operadoras a segurança para investir”, afirmou Badrinath, ao defender que mais nações sigam com os planos de disponibilização da parte superior do 6 GHz, como já faz o Brasil.
