“IA traz ingrediente novo aos riscos digitais e amplia foco na governança humana”, afirma Netglobe
À medida que soluções de inteligência artificial ganham escala, as instituições financeiras e grandes corporações enfrentam um ambiente dinâmico de novos riscos. Nesse cenário de constante transformação tecnológica, os líderes corporativos são desafiados a equilibrar a busca por inovação ágil com a mitigação de ameaças sistêmicas e a preservação da integridade institucional, baseada na governança humana dos usuários.
“Sem dúvida a inteligência artificial tem colocado um ingrediente diferente em como nós temos que tratar, principalmente, os riscos digitais inerentes da vida atual tão acelerada. Nesse contexto, o desafio se torna como tirar proveito de todas as capacidades da tecnologia sem perder de vista a consciência de como governá-la e aplicá-la de forma segura”, disse Renato Batista, Founder e CEO da Netglobe Cybersecurity, durante entrevista na Conferência Gartner CIO & IT Executive 2026.
De acordo com Batista, cerca de 60% dos problemas de segurança cibernética têm origem na vulnerabilidade humana e em exposições centradas em comprometimento das pessoas. Paralelamente, a construção de uma cultura sólida de riscos exige consistência temporal, levando em média de seis meses a um ano para consolidar mudanças comportamentais duradouras nas organizações.
Para responder a essa dinâmica de vulnerabilidades, a estratégia da Netglobe articula alianças globais e inovação metodológica, combinando tecnologias avançadas a um framework proprietário de jornada contínua. Essa abordagem integrada prioriza a transformação cultural das empresas por meio de metodologias intuitivas e simulações lúdicas, permitindo a leitura comportamental sem focar isoladamente em produtos.
Com essa estruturação, as companhias parceiras alcançam maior resiliência operacional, redução do atrito em processos internos e um ambiente de negócios pautado pela confiança mútua. O fortalecimento da consciência digital dos colaboradores atua diretamente na diminuição de incidentes de segurança, liberando as equipes estratégicas para alavancar inovações tecnológicas de maneira fluida e segura.
“Podemos sustentar nossa estratégia em três importantes pilares, que se concentram nas parcerias que construímos, como com a KnowBe4, que trouxemos aqui para o evento do Gartner; mas também na construção de metodologias via framework proprietário da Netglobe, e terceiro, construir um plano estratégico que seja de aplicação intuitiva para os parceiros”, detalhou o executivo ao explicar os fundamentos operacionais de atuação da empresa.
Essa visão integrada consolida a maturidade digital no ecossistema corporativo, gerando eficiência operacional, robustez na infraestrutura e expansão da presença da marca no mercado de tecnologia. À medida que o uso da inteligência artificial se confirma como uma mudança estrutural e irreversível para o ambiente corporativo, a reinvenção profissional e a conscientização permanente tornam-se pré-requisitos para a governança futura.
“O atual cenário tecnológico é mais que uma tendência. Precisamos realmente reinventar nossos processos, e por isso, o profissional que conseguir se atualizar, entender a dinâmica dessa nova economia, vai realmente ser capaz de apoiar os negócios. Aquele profissional que vai estar galgado naquela velha tecnologia pode acabar se deslocando do foco principal”, concluiu Batista.
