Sábado, 8 de Agosto de 2026

IA irá acelerar transformação do trabalho humano em até 10 vezes na nova era agêntica, afirma Sensedia

Durante a abertura do APIX 2026, Kleber Bacili, co-fundador e CEO da Sensedia, e Marcílio Oliveira, co-fundador e CGO, discutem a transição da era de sistemas operados por humanos para a era dos agentes de IA e os desafios do mundo agêntico.

Bacili abre o evento ao destacar que os avanços tecnológicos estão evoluindo em um ritmo exponencial e que a infraestrutura corporativa, antes construída para cliques humanos, precisa ser reimaginada para a escala e a velocidade de agentes de IA. “A inovação com agentes fizeram empresas de décadas de mercado se reinventarem e se reposicionarem, muitas vezes, precisando repensar todo o seu modelo de negócio, a maneira como eles vão cobrar os clientes, cobrar por seat, porque, eventualmente, não será mais um usuário que vai usar, e sim um agente”, explica.

Contudo, o CEO reforça que a ideia de que a IA irá “tomar os trabalhos dos humanos” está equivocada e que a tecnologia será utilizada, por sua vez, para transformar as funções e garantir eficiência de até 10 vezes maior. “Os cargos não serão extintos, mas sim repensados. Nós acreditamos na aceleração e que, no futuro próximo, isso possa chegar a 10 vezes o que é hoje. E então, não estaremos mais falando de aceleração, mas de transformação de funções”, afirma.

Bacili aponta que a IA é “significativamente diferente” dos humanos e que tal diferença forçará as instituições a se adaptarem às disparidades operacionais. “As companhias foram feitas para lidar com humanos. Nós interagimos a um clique por segundo. Agentes executam centenas de ações simultâneas. Humanos interagem com telas e dashboards, enquanto agentes usam APIs e MCP, além de precisarem de todo um contexto e permissões diferentes. Tudo isso muda a maneira de se pensar, de construir arquiteturas e desenvolver aplicações”, explica.

Já Oliveira destaca que governança e velocidade devem andar lado a lado para evitar o “caos agêntico”. O executivo aponta que o crescimento explosivo de agentes pode gerar custos astronômicos com tokens, vazamento de dados e falhas de segurança. “Por exemplo, o McDonalds lançou, nos EUA, um serviço de IA para que clientes fizessem o pedido e cada pedido criava um código Python. Só que isso viralizou, causou altos custos com tokens. Outra empresa, chamada PocketOS Fleet Management, que tem seus MCPs publicados internamente, teve um agente que apagou todo o seu banco de dados histórico em 9 segundos, incluindo backups”, destaca. “Então nós, como empresas de tecnologia, temos a responsabilidade de criar guardrails, as arquiteturas que apoiam inovar com governança”, acrescenta o CGO.

Por fim, os executivos apontam 6 “problemas de crescimento” que acometeram a Sensedia e outras companhias do mercado. Segundo Oliveira, os desafios são: falta de visibilidade, agentes sem identidade própria, governança de MCP, aumento de custo das LLMs, falta de integração entre multi-cloud e multi-gateway; e o “purgatório de projetos pilotos”.

Para lidar com as problemáticas, Bacili enfatiza o Sensedia AI Gateway, uma plataforma construída do zero, independente de nuvem, focada em medição de segurança, orquestração, autorização e proteção contra prompt injection. “A plataforma embarca soluções que permita que a nossa governança se integrasse com diferentes gateways, semi-automatizados e outros gateways. Tudo isso para permitir escalabilidade com segurança e redução de custos”, conclui.

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