Sábado, 11 de Julho de 2026

Governo lança rede privativa móvel para segurança pública no DF

O Ministério das Comunicações (MCom) anunciou nesta quinta-feira, 25, o início da primeira fase da Rede Privativa Móvel do Governo Federal. A infraestrutura é voltada à comunicação de órgãos públicos e forças de segurança.

Nesta etapa, o sistema entra em operação no Distrito Federal, integrando redes que até então funcionavam de forma independente.

Segundo o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, o projeto é fruto de investimento inicial de cerca de R$ 150 milhões. A iniciativa faz parte de um programa mais amplo, estimado em R$ 1 bilhão, que inclui as redes privativas móvel e fixa, além de soluções de criptografia. A conclusão está prevista para dezembro de 2026.

No DF, a nova estrutura conecta inicialmente a Polícia Militar do Distrito Federal, o Exército Brasileiro, a Polícia da Câmara dos Deputados e a Polícia do Senado Federal.

“Os serviços públicos essenciais não podiam mais depender das redes comerciais, especialmente em caso de emergência, em caso de calamidade, operação de segurança e grandes eventos”, disse o ministro das Comunicações.

“É a primeira vez que todos os sistemas estão integrados num projeto em que a soberania tecnológica é o principal fundamento. A partir de agora, todas as forças de segurança e das forças armadas estão no mesmo guarda-chuva, conversando com criptografia e segurança”, explicou o secretário Nacional de Segurança Pública, Francisco Lucas Costa.

Rede fixa
Além da rede móvel, o governo apresentou avanços da Rede Privativa Fixa. A infraestrutura é destinada à conexão de órgãos da administração pública federal por meio de infraestrutura dedicada à fibra óptica.

O primeiro cliente ativado foi a Agência Nacional de Mineração (ANM), em Aracaju (SE), em uma rede que atende inicialmente 12 prédios públicos e deverá ser expandida para outras capitais nos próximos meses. Veja o cronograma abaixo:

redes scaledCronograma de implementação da rede fixa nas capitais. Imagem: Reprodução/MCom

Telebras
A operação da rede (tanto fixa quanto móvel) ficará sob responsabilidade da Telebras.

De acordo com o MCom, a infraestrutura móvel ativada no DF utiliza criptografia e mecanismos de segregação de tráfego para garantir a segurança das comunicações.

A estatal também será responsável pela expansão futura da infraestrutura, e abrigará o núcleo principal de dados em seu data center tier 4 em Brasília, contando com um back-up redundante no Rio de Janeiro.

Expansão
Embora a rede móvel esteja disponível inicialmente apenas no Distrito Federal, o Ministério das Comunicações informou que o projeto foi dimensionado para alcançar outras unidades da federação.

“Isso vai ser escalado a partir do momento que houver adesão dos estados”, informou o ministro. Segundo ele, alguns governos estaduais já demonstraram interesse, mas a ampliação dependerá de testes e projetos-piloto.

Soberania
O tema da soberania digital foi um dos principais argumentos apresentados pelo governo durante o lançamento. O conselheiro da Anatel Edson Holanda associou a rede privativa à necessidade do Estado controlar infraestruturas consideradas estratégicas.

“Projetos de data center que podem ser conectados à rede privativa são essenciais para a nossa soberania”, comentou.

 

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