Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2025

Fibrasil: Vivo vai manter atuais clientes da rede neutra

A Telefônica Vivo pretende integrar a operação da Fibrasil à sua estrutura, com foco em ganhos operacionais e aumento da penetração de clientes sobre a rede de fibra óptica, contou o CEO da companhia, Christian Gebara, durante coletiva com jornalistas nesta terça, 29 de julho, na qual detalhou o racional da aquisição de controle da empresa de rede neutra.

Mapa do Brasil com as cidades cobertas pela Fibrasil em destaqueMapa do Brasil com as cidades cobertas pela Fibrasil em destaque

Ele diz que a abertura para outros clientes “não ocorreu da forma que se esperava”. E acrescentou: “chegando no final de 2024, a gente viu uma grande dependência da ocupação da rede feita pela Vivo”, afirmou Gebara.

Segundo o executivo, foi ali que a diretoria “viu a possibilidade de integrar essa empresa dentro da Vivo” e operar a rede “com uma escala muito maior que a escala que a Vivo já tem”.

A ocupação da rede da Fibrasil, segundo dados mencionados por Gebara, era de 16% por terceiros ao final de 2024, enquanto a penetração da Vivo chegou a 24% neste trimestre. “Fora isso, também existe a possibilidade de sinergias de receita”, disse.

Infraestrutura já construída limita aumento de CAPEX
A Fibrasil é uma empresa que constrói e mantém redes. Mas, segundo Gebara, a intensidade de capital necessária para isso não vai ser impactante, pois a maior parte do projeto original da empresa foi entregue, o que significa que a Vivo não terá alta no capex para expandir a rede fora do estado de São Paulo – que é onde a Fibrasil atua.

“Vale lembrar que o CAPEX da conexão do cliente é da Vivo. Então, o equipamento na casa do cliente e a mão de obra associada à instalação de novo cliente já era da Vivo e permanece sendo da Vivo”, reforçou o executivo.

Com a incorporação da Fibrasil, um negócio que ainda aguarda aval do Cade e da Anatel, espera-se redução de custos operacionais. “A gente, de alguma forma, poderia capturar todo o custo associado a essa empresa e conseguir fazer com muito mais eficiência”, declarou.

Contratos com terceiros serão mantidos
Questionado sobre o futuro dos contratos com outros clientes conectados à rede da Fibrasil, Gebara respondeu: “Por razão nenhuma nós temos que desconectá-los. Eles têm, sim, contratos e a gente vai respeitar todos os contratos assinados, mas o volume é baixo”.

Segundo dados divulgados no balanço do segundo trimestre da Telefônica Vivo, a Fibrasil fechou 2024 com receita líquida de R$ 205,6 milhões e prejuízo de R$ 6,4 milhões. O patrimônio líquido era de R$ 861,4 milhões, com ativos totais de R$ 2,06 bilhões e passivo de R$ 1,2 bilhão.

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