Sexta-feira, 9 de Outubro de 2026

FEM-CUT/SP avança e assina acordos com Grupo 2, Sindicel, Sifesp e Sindratar

A FEM-CUT/SP (Federação Estadual dos Metalúrgicos) deu sequência, na última sexta-feira (11), à assinatura das CCTs (Convenções Coletivas de Trabalho) da Campanha Salarial 2026, fortalecendo a proteção e garantindo novas conquistas para metalúrgicos e metalúrgicas de todo o Estado.

Pela manhã, foram assinadas, na sede da Abinee/Sinaees, as Convenções do Grupo 2, com Sindimaq e Sinaees. À tarde, na sede do Sindicel, foram formalizadas as CCTs com Sindicel, Sifesp e Sindratar. Os acordos asseguram reajuste de 5,4%, com reposição da inflação pelo INPC e aumento real, além da renovação de todas as cláusulas sociais por até dois anos.

Para o diretor-executivo do Sindicato, Marcos Paulo Lourenço, o Marquinhos, responsável por acompanhar as negociações junto à Federação, a força dos acordos ajuda a explicar por que muitos trabalhadores da base não sentem os impactos negativos da Reforma Trabalhista. “Isso acontece porque estão protegidos pela nossa Convenção Coletiva. Ela garante direitos e consegue se contrapor a muitos dos efeitos da Reforma Trabalhista”.

Luta pela data-base
As assinaturas são resultado das negociações e da mobilização da categoria, que aprovou as propostas em assembleia no dia 27 de agosto, na Regional Diadema. A primeira rodada ocorreu em 1º de setembro, data-base dos metalúrgicos, com o Grupo 3 (Sindipeças, Sindiforja e Sinpa) e o Grupo 8.3 (Simefre, Siamfesp e Sinafer).

No caso do Sindicel, as condições para a Campanha Salarial 2026 já haviam sido negociadas no ano passado. O acordo garantiu reposição integral da inflação mais 1,2% de aumento real. Para o presidente da FEM-CUT/SP, Erick Silva, o resultado reflete a força construída nas mesas de negociação. “Esse respeito é resultado de uma atuação séria, de uma representação forte e da disposição permanente para negociar e defender os interesses dos trabalhadores e trabalhadoras”.

A Campanha Salarial continua com os grupos patronais que ainda não concluíram as negociações – Grupo 10, Sindifupi, Sicetel e Siniem. Para Marquinhos, os resultados alcançados reforçam a organização da categoria. “Vamos continuar a luta. Se hoje a companheirada da nossa base está protegida, é porque tem Sindicato e Federação fortes”.

 

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